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Política

Nelsinho lidera debate sobre efeitos da decisão dos EUA contra facções no país

Senador é o presidente de duas comissões estratégicas na defesa dos interesses nacionais no Congresso.

Conjuntura Online
03/06/26 às 07h37
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O senador Nelsinho Trad fala no plenário do Senado. (Foto: reprodução)

Presidente de colegiados estratégicos do Congresso Nacional, o senador Nelsinho Trad (PSD-MS) já articula providências institucionais e políticas para avaliar os desdobramentos da decisão dos EUA (Estados Unidos) de classificar as facções criminosas brasileiras CV (Comando Vermelho) e PCC (Primeiro Comando da Capital) como organizações terroristas.

“Estamos empregando os meios institucionais e atuando no campo diplomático para resguardar os interesses do nosso país”, afirmou.

O parlamentar sul-mato-grossense preside a CRE (Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional) e a CCAI (Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência).

Segundo Trad, uma reunião de trabalho aprovada pela CCAI irá aprofundar a discussão sobre o tema.

“A intenção é reunir especialistas, representantes da área de inteligência, do Ministério da Defesa, do Itamaraty, das forças de segurança e demais órgãos envolvidos para avaliar os efeitos da medida sobre a segurança pública, a soberania nacional e a economia brasileira”, explicou.

Para o senador, é necessário compreender a extensão dos impactos provocados pela decisão norte-americana. Ele não descarta uma nova atuação diplomática junto aos EUA, nos moldes da missão suprapartidária que liderou durante a crise provocada pelo tarifaço sobre produtos brasileiros.

“Se houver necessidade de uma comissão pluripartidária, sem viés político, para ir aos Estados Unidos verificar quais procedimentos precisam ser adotados, é evidente que todos faremos isso”, ressaltou.

Cautela

Trad afirmou que o enfrentamento das facções criminosas deve permanecer como prioridade, mas defendeu cautela na análise dos efeitos jurídicos, econômicos e diplomáticos decorrentes da medida.

“É essencial sair da polarização e olhar para o interesse do Brasil. A questão envolve segurança pública, relações internacionais, inteligência, soberania e atividade econômica. O momento exige responsabilidade, pragmatismo e diálogo”, ponderou.

O senador destacou ainda a preocupação de parlamentares de diferentes correntes políticas com possíveis reflexos sobre setores produtivos, operações financeiras e as relações internacionais do país.

A classificação de grupos criminosos como organizações terroristas já foi adotada pelos EUA em relação a cartéis mexicanos, à MS-13 e ao Tren de Aragua, conforme registros oficiais do Departamento de Estado norte-americano e do Federal Register.

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