O número de ministérios do governo federal entrou na mira do senador Nelsinho Trad (PSD), que defendeu uma redução da estrutura pública e mudanças na distribuição dos recursos arrecadados pela União.
Para o parlamentar, o país precisa gastar menos com a máquina administrativa para ampliar os investimentos destinados à população.
“Não dá pra dizer que o País está indo bem. O governo federal tem excesso de ministérios, quase 40. Não precisa disso tudo”, afirmou Nelsinho ao ser questionado sobre sua avaliação do governo federal.
O senador também defendeu a revisão do pacto federativo, mecanismo que define, entre outros pontos, a divisão de receitas e responsabilidades entre União, estados e municípios. Na avaliação dele, uma parcela maior dos recursos deve permanecer fora de Brasília.
Ao tratar da redução da máquina pública, Nelsinho citou uma bandeira defendida pelo ex-governador e candidato ao Senado Reinaldo Azambuja (PL), de quem é primeiro suplente.
“É hora de gastar menos com Brasília e mais com o Brasil. Se gastar menos com o poder público, vai sobrar dinheiro para gastar com pessoas”, declarou. A defesa de redução dos gastos federais e maior repasse de recursos aos municípios também tem sido apresentada por Reinaldo durante a campanha ao Senado.
Nelsinho usou ainda a passagem pela Prefeitura de Campo Grande para sustentar a proposta. Segundo ele, durante seus dois mandatos, o número de secretarias municipais caiu de 17 para nove.
“Fui prefeito e me reelegi, baixando de 17 para 9 o número de secretarias. Gastava-se menos com a prefeitura e havia mais recursos para investir nas pessoas”, disse.
Além da revisão do pacto federativo, o senador defendeu mudanças na gestão fiscal e ajustes na reforma tributária para reduzir a concentração da arrecadação na União e ampliar a participação de estados e municípios na divisão dos recursos.
