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Política

Lula busca apoio do Centrão para garantir maioria no Congresso Nacional

Divisão entre partidos e disputa por cargos devem marcar o início do novo mandato.

Conjuntura Online
27/10/26 às 07h28
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Lula articula apoio do Centrão. (Foto: Reprodução)

Depois de vencer o segundo turno das eleições em uma apuração de votos polêmica, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) iniciou as articulações para formar sua base de apoio no Congresso Nacional a partir de 2027.

A movimentação começou na segunda-feira (26), um dia após sua reeleição, com uma reunião no Palácio da Alvorada com os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).

O encontro durou aproximadamente duas horas e marcou a aproximação do governo com lideranças do Centrão, grupo de partidos considerado importante para a aprovação de projetos no Legislativo. Apesar do diálogo, ainda não existe acordo formal entre o presidente e as legendas.

A negociação ocorre em um cenário de divisão política. Republicanos, PP e União Brasil apoiaram Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno, mas integrantes dessas siglas já demonstram disposição para conversar com o governo reeleito.

Em Mato Grosso do Sul, a senadora Tereza Cristina (PP) sinalizou que pretende manter uma postura de oposição e fiscalização. Em sentido diferente, o senador eleito Arthur Lira (PP-AL) defendeu o diálogo institucional após o resultado das eleições.

Outro fator que deve influenciar as conversas é a disputa pelo comando do Congresso. Hugo Motta e Davi Alcolumbre buscam apoio para permanecer à frente da Câmara e do Senado a partir de fevereiro de 2027, o que pode abrir espaço para negociações políticas com o Palácio do Planalto.

Disputa por ministérios e força da oposição

A composição do novo governo também representa um desafio. Lula terá de conciliar a participação de partidos de centro com a permanência de aliados históricos, entre eles Gleisi Hoffmann, Marina Silva, Simone Tebet, Fernando Haddad e Randolfe Rodrigues.

As negociações ocorrem diante de um Congresso com presença expressiva da oposição. Na Câmara, o PL terá 121 das 513 cadeiras, enquanto o PT contará com 70 deputados. No Senado, serão 29 parlamentares do PL contra dez do PT.

A diferença evidencia a necessidade de articulação com outras legendas para construir maioria parlamentar e aprovar propostas consideradas prioritárias pelo governo.

Também está em discussão uma vaga no STF (Supremo Tribunal Federal). O nome do ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco voltou a ser mencionado como possível indicação, após a rejeição de Jorge Messias pelos senadores.

Com a nova composição do Legislativo, Lula terá de negociar apoio em um ambiente político dividido, no qual a distribuição de cargos, as presidências das Casas e os interesses partidários devem influenciar diretamente a relação entre Executivo e Congresso. (Com Jornal de Brasília)

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