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Política

Flávio aposta em voto de revolta após cancelamento de debate na Globo

Candidato do PL tenta atrair eleitores da direita na reta final e transforma decisões judiciais em discurso de campanha

Conjuntura Online
02/10/26 às 06h29
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Flávio Bolsonaro em campanha ao Planalto. (Foto: Reprodução)

Flávio Bolsonaro (PL) aproveitou o cancelamento do debate da TV Globo, na noite de quinta-feira (1º), para reforçar a tentativa de concentrar votos da direita a poucos dias do primeiro turno.

Em transmissão pelas redes sociais, o senador apresentou sua candidatura como alternativa para eleitores que pretendiam votar em outros nomes desse campo político.

O movimento ocorreu depois de decisões judiciais que alteraram as condições previstas para o debate.

A ministra Ana Estela Aranha, do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), determinou que a Globo não exibisse um púlpito vazio destinado ao presidente Lula (PT), que já havia informado que não participaria do encontro.

Depois, o ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou a participação de Renan Santos (Missão).

Flávio decidiu não comparecer e passou a classificar as decisões como censura e interferência do Judiciário. A Globo acabou cancelando o debate. Em uma live realizada no horário em que ocorreria o programa, o candidato direcionou seu discurso aos eleitores que ainda avaliam outros candidatos da direita.

“Me dê seu voto de revolta. Me dê seu voto inteligente já no primeiro turno”, afirmou Flávio durante a transmissão. Ele também pediu a participação de eleitores que cogitavam não comparecer às urnas e defendeu a concentração dos votos já no domingo (4).

A estratégia do PL é buscar votos atualmente destinados a nomes como Augusto Cury (Avante) e Ronaldo Caiado (PSD), numa tentativa de ampliar a votação de Flávio na primeira etapa da disputa. O chamado ao chamado “voto útil” já vinha sendo adotado pela campanha antes da controvérsia envolvendo o debate.

Do outro lado, a campanha de Lula concentra esforços nos eleitores que ainda não definiram o voto e na redução da abstenção. Pesquisa Datafolha divulgada na quinta-feira apontou 45% dos votos válidos para Lula e 40% para Flávio. No levantamento espontâneo, em que os nomes dos candidatos não são apresentados aos entrevistados, 13% ainda não indicaram uma escolha.

Com a votação marcada para domingo, as duas campanhas intensificaram as estratégias para conquistar essa parcela do eleitorado e ampliar o comparecimento às urnas nos últimos dias antes do primeiro turno. (Com Jornal de Brasília)

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