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Política

CPMI avança sobre Lulinha e bancos com votação de quebras de sigilo

Colegiado também ouve nesta quinta três depoentes, incluindo Paulo Camisotti, filho e sócio de empresário preso sob acusação de fraude

Conjuntura Online
26/02/26 às 06h31
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CPMI do INSS durante reunião ordinária. (Foto: Carlos Moura/Agência Senado)

Parlamentares da CPMI do INSS se reúnem na manhã desta quinta-feira (26) para votar uma lista com 87 requerimentos.

A pauta inclui pedidos de quebra de sigilos bancário e fiscal — como o do filho do presidente Lula, Fabio Luis Lula da Silva, conhecido como Lulinha — e novas convocações de representantes de bancos.

Na segunda parte da reunião, serão realizadas as oitivas do empresário Paulo Camisotti, do deputado estadual do Maranhão Edson Cunha de Araújo e do advogado Cecílio Galvão.

A comissão, que investiga fraudes e irregularidades em benefícios de aposentados e pensionistas, tem prazo até o fim de março, mas os parlamentares vão recorrer ao STF (Supremo Tribunal Federal) para prorrogar os trabalhos após silêncio do presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP).

O presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), afirmou que serão votados requerimentos já apresentados, especialmente envolvendo bancos e suspeitos que possam contribuir com uma investigação aprofundada.

“A minha ideia é colocar todos os nomes ali. Aqui não tem esquerda, não tem direita, não tem parentes de presidente. A minha função é dar sequência aos trabalhos. Eu vou colocar os nomes de todos aqueles que o relator decidir, que os líderes me pedirem”, disse.

Segundo o senador, o encontro é importante por ser a última grande possibilidade de deliberar sobre quebras de sigilo e convocações. “Se nós não conseguirmos prorrogar a CPMI, nosso prazo terá ficado muito curto em relação aos documentos que nós estamos solicitando”, declarou.

Depoimentos

Um dos depoentes mais esperados é Paulo Camisotti, filho e sócio de Maurício Camisotti — que está preso sob acusação de envolvimento em fraudes no INSS. Paulo também é investigado por suposta participação em um esquema de descontos irregulares em benefícios. O requerimento é de autoria do senador Eduardo Girão (Novo-CE) e dos deputados Marcel Van Hattem (Novo-RS), Adriana Ventura (Novo-SP) e Luiz Lima (Novo-RJ).

Já o deputado maranhense Edson Cunha de Araújo é citado em apurações da Polícia Federal por movimentar recursos de uma entidade ligada a trabalhadores da pesca e da aquicultura de seu estado. Protocolaram os pedidos o senador Izalci Lucas (PL-DF) e os deputados Rogério Correia (PT-MG), Alencar Santana (PT-SP) e Paulo Pimenta (PT-RS).

O terceiro depoente do dia, requerido pelo relator Alfredo Gaspar (União-AL), será Cecílio Galvão, que teria recebido cerca de R$ 4 milhões de entidades investigadas. Ele é sócio de uma prestadora de serviços para institutos de previdência com atuação em cidades de Minas Gerais, do Paraná, do Rio de Janeiro e de São Paulo. (Com R7)

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