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Política

Cláudio Castro segue inelegível após decisão do Tribunal Superior Eleitoral

A Corte Eleitoral também analisou a solicitação de Rodrigo Bacellar contra condenação por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022

Conjuntura Online
03/06/26 às 08h09
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O placar no TSE foi de 5 a 2 pela rejeição do recurso por eleições diretas. (Foto: Reprodução)

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) manteve o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, inelegível e rejeitou na terça-feira (2) o recurso do MPE (Ministério Público Eleitoral) que defendia a realização de eleições diretas para o mandato-tampão do Governo do Rio de Janeiro. O placar foi de 5 votos a 2.

De acordo com reportagem da Jovem Pan, o relator do caso, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, votou pela manutenção do acórdão que condenou Cláudio Castro (PL) por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022.

Segundo o magistrado, a renúncia do ex-governador um dia antes da decisão da Corte Eleitoral esvaziou a discussão sobre a perda de mandato e a cassação do diploma.

Os ministros André Mendonça, Dias Toffoli, Antonio Carlos Ferreira e Kassio Nunes Marques acompanharam o relator. Já o ministro Floriano de Azevedo Marques abriu divergência e votou pelo acolhimento do recurso do MPE, sendo acompanhado pela ministra Estela Aranha.

Com a decisão, o TSE encerra a discussão sobre a realização de eleições para o Palácio Guanabara. O STF (Supremo Tribunal Federal) aguardava o desfecho do julgamento para definir se a escolha do novo governador ocorreria por eleição direta ou indireta.

Atualmente, o presidente do TJRJ (Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro), Ricardo Couto de Castro, ocupa interinamente o cargo de governador do estado.

Recursos de Cláudio Castro e Bacellar

No mesmo julgamento, o TSE rejeitou por unanimidade o recurso apresentado por Cláudio Castro contra a condenação que o torna inelegível até 2030. Por outro lado, a Corte acolheu a contestação relacionada à multa aplicada.

Os ministros também analisaram o recurso do ex-presidente da Alerj (Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro), Rodrigo Bacellar (União Brasil). Por unanimidade, a contestação foi rejeitada. O ex-deputado estadual foi condenado no mesmo processo que envolveu Cláudio Castro.

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