O candidato João Henrique Catan (Novo) é o quarto candidato ao governo de Mato Grosso do Sul a ser entrevistado nesta quinta-feira (17), durante o MSTV 1ª edição. A conversa ao vivo é conduzida pela jornalista Bruna Mendes. Assista à íntegra da entrevista no vídeo acima.
Entre os temas abordados estiveram saúde, segurança pública, violência contra as mulheres, educação, combate às facções criminosas e economia.
A entrevista faz parte de uma série de sabatinas ao vivo com candidatos ao governo de Mato Grosso do Sul. A TV Morena promoveu reuniões com os partidos políticos para definir a ordem das entrevistas com os candidatos ao governo do estado na emissora. As entrevistas com os candidatos terminam nesta sexta-feira (18), com Lucien Rezende (PSOL).
A entrevista começou com uma pergunta sobre a saída de João Henrique Catan do PL para viabilizar a candidatura ao governo de Mato Grosso do Sul. O partido não o apoiou na disputa. O candidato foi questionado se havia se sentido excluído por ser um antigo apoiador do ex-presidente Jair Bolsonaro.
João Henrique afirmou que continua sendo apoiador e admirador de Bolsonaro. Ele também corrigiu informações sobre um boneco do ex-presidente que teria sido apreendido no comitê de campanha. Segundo o candidato, o objeto foi apreendido pela Polícia Federal durante uma manifestação popular na Avenida Afonso Pena, e não no comitê.
Ele disse que não se sente excluído e que considera ter mantido coerência com os princípios que o levaram à política. Também afirmou haver um cenário de desânimo em relação ao STF (Supremo Tribunal Federal).
Na segunda pergunta, o candidato foi questionado se, por ser do Novo, também pediria votos para Romeu Zema, que disputa a Presidência da República pelo partido.
João Henrique afirmou que leva consigo as pautas que defende e foi recebido de portas abertas pelo Novo. Disse ainda que admira a gestão de Zema em Minas Gerais, estado que, segundo ele, recebeu com dificuldades financeiras. O candidato declarou que, por fidelidade partidária e por acreditar no projeto do Novo, votará em Romeu Zema.
Na terceira pergunta, João Henrique foi questionado sobre a proposta de zerar, nos primeiros 12 meses de governo, as filas consideradas críticas de consultas, exames e cirurgias, por meio da criação de uma fila única e de um painel público de acompanhamento. Ele foi perguntado sobre o tamanho atual da demanda.
O candidato afirmou que o governo de Eduardo Riedel não divulga uma fila pública e criticou a gestão da regulação de vagas no estado. Como proposta, disse que pretende firmar convênios com hospitais filantrópicos e particulares de Mato Grosso do Sul para a realização de exames e cirurgias durante a madrugada.
Hospitais regionais
João Henrique afirmou que pretende levar o gabinete do governador para dentro do Hospital Regional de Campo Grande (HR), para acompanhar de perto as demandas da unidade. Ele criticou a quantidade de vagas vermelhas disponíveis no hospital, mencionando a existência de seis.
O candidato também defendeu a ampliação de hospitais regionais com atendimento 24 horas, mais leitos, cirurgias e suporte especializado em regiões com vazios assistenciais.
Ao ser questionado sobre quais regiões e municípios seriam contemplados pelas mudanças, João Henrique afirmou que o plano de governo estabelece nove regiões com previsão de alterações na estrutura de atendimento. Ele citou hospitais de Corumbá, Três Lagoas, Dourados e Ponta Porã. (G1MS)
