O senador eleito Carlos Bolsonaro (PL) declarou apoio à candidatura de Rogério Marinho (PL-RN) à presidência do Senado Federal.
A manifestação foi feita na quinta-feira (29), por meio das redes sociais, em meio às articulações para definir o comando do Congresso Nacional a partir de fevereiro de 2027, segundo a Revista Oeste.
Carlos defendeu a escolha de Marinho como uma medida importante para fortalecer a atuação da oposição no Legislativo e ampliar a participação do grupo nas decisões políticas nacionais.
“O senador Rogério Marinho na Presidência do Senado Federal será fundamental para que a oposição possa cumprir seu papel, enfrentar os desafios que o Brasil exige e promover as mudanças necessárias em defesa da Constituição, da liberdade e dos interesses dos brasileiros”, escreveu.
O PL marcou para a próxima quarta-feira (4) uma reunião com parlamentares que estão em exercício e senadores eleitos para discutir a posição da legenda na disputa pelas presidências das duas Casas do Congresso.
A expectativa é que o partido oficialize a candidatura de Rogério Marinho ao comando do Senado durante o encontro.
Disputa com Alcolumbre
Marinho deverá enfrentar o atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que busca permanecer no cargo.
Segundo informações divulgadas pela imprensa, Alcolumbre tem intensificado as articulações para conquistar apoio parlamentar. Entre os assuntos discutidos nas negociações estaria a possibilidade de um indulto ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
O PL possui uma das maiores bancadas do Senado, com 28 parlamentares, fator considerado importante nas negociações para a escolha da próxima Mesa Diretora.
Rogério Marinho também teve participação direta na campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), atuando como coordenador político.
Na terça-feira (27), durante declaração na sede nacional do PL, em Brasília, Marinho comentou a viagem de Flávio aos Estados Unidos e criticou as medidas judiciais adotadas contra o senador após o segundo turno das eleições.
O parlamentar afirmou que a legenda foi surpreendida pelas informações sobre a saída de Flávio do Brasil e mencionou as medidas cautelares solicitadas pela PF (Polícia Federal) e autorizadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal).
A eleição para a presidência do Senado está marcada para 1º de fevereiro de 2027, quando os parlamentares também escolherão os demais integrantes da Mesa Diretora.
