As cobranças diárias de alunos, professores, familiares e equipes administrativas, somadas às responsabilidades de gestão, colocaram a saúde mental dos diretores de escolas municipais de Campo Grande em discussão.
O assunto foi abordado na segunda-feira (26), durante um seminário que reuniu profissionais da educação.
Promovido pela Semed (Secretaria Municipal de Educação), o encontro contou com diretores e diretores adjuntos da Reme (Rede Municipal de Ensino).
Entre os temas discutidos estiveram o desgaste emocional, a necessidade de estabelecer limites no trabalho e a importância de redes de apoio.
O psicólogo Carlos Eduardo Gaudioso, doutor em Ciências Médicas e pesquisador em saúde mental do trabalhador, chamou atenção para a pressão enfrentada pelos gestores, frequentemente procurados para resolver problemas dentro das unidades escolares.
“Todo mundo procura para alguma coisa. O aluno procura, o professor procura, alguém da equipe procura. Você é uma pessoa fundamental, uma figura-chave. Mas não sei se as pessoas têm se interessado em saber como está a pessoa que todos procuram”, afirmou.
Durante o seminário, os participantes também identificaram colegas e setores aos quais podem recorrer em situações de dificuldade, buscando reduzir o isolamento nas decisões e fortalecer o apoio entre profissionais.
A superintendente de Gestão Escolar e Normas, Clarice de Oliveira Cassol Miranda, destacou a necessidade de melhorar as relações no ambiente escolar e integrar os setores da Semed para acompanhar casos que exijam atenção especializada.
O debate reforçou a importância de olhar não apenas para as demandas administrativas e pedagógicas das escolas, mas também para as condições emocionais dos profissionais responsáveis pela gestão das unidades de ensino.
