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Gestantes ganham espaço de acolhimento e cuidado emocional na capital

Ação do Setembro Amarelo reúne servidoras para falar sobre maternidade, saúde mental e a importância de uma rede de apoio

Conjuntura Online
04/09/26 às 17h40
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Sesau promove ação do Setembro Amarelo. (Foto: PMCG)

A gravidez pode reunir alegria, medo, ansiedade e insegurança — sentimentos que nem sempre encontram espaço para serem verbalizados. Foi para abrir esse diálogo que servidoras gestantes e acompanhantes participaram, nesta quinta-feira (4), de uma ação sobre saúde emocional realizada em Campo Grande, dentro da programação do Setembro Amarelo.

Promovido pela Gersau (Gerência de Saúde do Servidor), da Sesau (Secretaria Municipal de Saúde), o encontro “Gersau Delas: Falar é cuidar.

Acolher é salvar. Nenhuma mãe deveria viver esse começo sozinha” reuniu profissionais de diferentes áreas para abordar maternidade, rede de apoio e saúde mental.

A experiência de Carla Caroline Borges, de 34 anos e grávida de 10 semanas, mostra como uma gestação pode vir acompanhada de sentimentos inesperados. Mãe de um adolescente de 14 anos, ela acreditava estar entrando em uma menopausa precoce quando descobriu que esperava gêmeos.

“São crianças muito amadas e esperadas, mas foi uma surpresa bem grande”, conta.

Carla destaca que o acolhimento é importante principalmente diante dos julgamentos que podem surgir durante a gestação. Para ela, amar e desejar uma gravidez não significa que todas as etapas serão fáceis.

“Não é porque você queria engravidar ou ama, que o processo será fácil”, afirma.

Música e vínculo

Durante a programação, a musicoterapeuta Mônica Zimpel falou sobre o uso da música como ferramenta de conexão entre mãe, bebê e família. As cantigas de ninar foram utilizadas para mostrar como momentos simples podem ajudar na construção do vínculo ainda durante a gestação.

“A dica de ouro é cantar para o bebê. Cante a música que te vincula com essa criança”, orientou.

O encontro também contou com a palestra “Nascer Bem e a perspectiva da paternidade”. Pai de um casal, Crystoffer Oliveira falou sobre as mudanças provocadas pela chegada de um filho e resumiu a principal orientação aos futuros pais: “Só esteja presente”.

Pedir ajuda também é cuidado

A enfermeira Esthefani Uchôa, da Gersau, chamou atenção para a importância de reconhecer sinais de exaustão e buscar ajuda antes que o sofrimento se agrave.

“Às vezes, a gente precisa simplesmente dizer: eu não estou bem”, afirmou.

Segundo ela, a rede de apoio é fundamental durante esse período. A Gersau oferece atendimento psicológico e psiquiátrico aos servidores, inclusive para situações que não estejam diretamente relacionadas ao ambiente de trabalho.

“A vida reflete diretamente no trabalho”, destacou Esthefani.

A proposta do “Nascer Bem” é ampliar esse olhar: cuidar da saúde emocional da gestante também significa cuidar do bebê e da família. A orientação é que mulheres que estejam enfrentando dificuldades não permaneçam sozinhas e procurem apoio profissional quando necessário.

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