Conjuntura - o 1º Site Político de MS
O 1º site político de Mato Grosso do Sul | Sábado, 17 de outubro de 2026
Municípios

Capital aposta em mutirão de 8,4 mil cirurgias para reduzir filas na saúde

Com aporte de R$ 60 milhões, prefeitura pretende ampliar atendimentos e acelerar procedimentos para pacientes que aguardam há meses — e até anos — na rede pública

Conjuntura Online
26/05/26 às 06h44
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Mutirão de cirurgias. (Foto: Divulgação/Sesau)

A longa espera por cirurgias na rede pública de saúde de Campo Grande levou a prefeitura a reforçar a estratégia de ampliação dos atendimentos especializados. Com investimento estimado em R$ 60 milhões, a administração municipal lançou ontem (25) um mutirão que prevê quase 25 mil procedimentos, incluindo cirurgias, exames e serviços de diagnóstico.

A expectativa é realizar 8,4 mil cirurgias em diferentes especialidades, numa tentativa de acelerar o atendimento aos pacientes que aguardam na fila do SUS (Sistema Único de Saúde).

Segundo a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde), o tempo médio de espera atualmente gira em torno de um ano, mas há casos em que a demora ultrapassa três anos.

Entre os procedimentos contemplados estão cirurgias gerais, ortopédicas, vasculares, bariátricas, urológicas, oftalmológicas, pediátricas e oncológicas. A área de ortopedia concentra uma das maiores demandas reprimidas da Capital.

Além das intervenções cirúrgicas, o programa também prevê a ampliação da oferta de exames especializados, como ressonância magnética, mamografia, colonoscopia, endoscopia e radiografia. A intenção é agilizar diagnósticos e evitar que pacientes enfrentem novos atrasos no início dos tratamentos.

O mutirão foi anunciado durante a assinatura de um termo aditivo do programa “Viva CG Saúde”. De acordo com a Sesau, os pacientes já começaram a ser convocados por meio do sistema de regulação.

Apesar da ampliação dos atendimentos, a própria prefeitura admite que a iniciativa não será suficiente para eliminar completamente as filas acumuladas ao longo dos últimos anos. Outro desafio é a necessidade de refazer exames pré-operatórios que perdem a validade durante o período de espera, o que acaba prolongando ainda mais o processo até a realização da cirurgia.

Os hospitais credenciados para participar da ação também ficarão responsáveis pelo acompanhamento pós-operatório dos pacientes atendidos pelo programa. (Com informações do G1)

Últimas em Municípios
VER TODAS AS NOTÍCIAS
Conjuntura - o 1º Site Político de MS
O 1º site político de Mato Grosso do Sul
Conjuntura Online - Copyright © 2004-2026. Todos os direitos reservados.