A Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) criou uma força-tarefa para minimizar os impactos à população após a Santa Casa de Campo Grande voltar a suspender cirurgias eletivas e atendimentos ambulatoriais.
O hospital mantém a prioridade para casos de urgência e emergência e atribui a redução dos serviços a dificuldades na disponibilidade de insumos e na composição das equipes médicas.
A medida foi comunicada à Sesau na quinta-feira (3). No mesmo dia, representantes da Prefeitura, da Secretaria de Estado de Saúde (SES) e da Santa Casa se reuniram para definir ações emergenciais.
Como resultado, foi definido um aporte pontual de R$ 4 milhões para a aquisição de insumos. O recurso deverá ser repassado nos próximos dias, após a formalização do termo aditivo.
O secretário municipal de Saúde, Marcelo Vilela, afirmou que a prioridade é garantir a continuidade da assistência aos usuários do SUS (Sistema Único de Saúde).
“Em uma situação como essa, nossa prioridade é proteger o usuário do SUS. Estamos trabalhando de forma integrada, com diálogo, planejamento e responsabilidade, para encontrar soluções que garantam a continuidade da assistência”, afirmou.
A força-tarefa terá reuniões técnicas diárias entre Sesau, SES e Santa Casa para acompanhar a oferta de serviços, os recursos disponíveis e as necessidades da instituição.
Segundo o superintendente de Atenção Especializada e Urgência à Saúde (Saues), Yama Higa, também será avaliada a reorganização de recursos e serviços.
Paralelamente, a Sesau mobilizou outros hospitais contratualizados pelo SUS para verificar a possibilidade de ampliação excepcional de vagas e atendimentos enquanto a Santa Casa trabalha para recompor suas equipes.
A Sesau informou que continuará monitorando a situação e adotará as medidas necessárias para garantir a continuidade da assistência à população.
