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Seis são indiciados por golpe em idosa com esquema de “falso advogado” em MS

Esquema usava mensagens para enganar vítimas e exigir transferências.

Conjuntura Online
07/03/26 às 03h16
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Equipes do Dracco participaram(Foto: Google StreetView)

Um esquema de fraude que explorava a confiança de vítimas em processos judiciais levou ao indiciamento de seis pessoas por crimes ligados a estelionato eletrônico com ramificações em Mato Grosso do Sul.

De acordo com reportagem do G1MS, entre os envolvidos está um detento que, mesmo preso em um presídio de Dourados, continuava participando da ação criminosa enviando mensagens usadas para aplicar o golpe.

As investigações mostram que o grupo utilizava o método conhecido como golpe do “falso advogado”.

Os suspeitos entravam em contato com as vítimas por aplicativos de mensagens e se apresentavam como advogados responsáveis por processos judiciais reais. Para dar credibilidade à abordagem, utilizavam nomes e fotografias de profissionais verdadeiros.

Durante as conversas, afirmavam que o processo estava prestes a ser concluído e que seria necessário pagar taxas ou despesas urgentes para liberar valores supostamente ganhos na Justiça. Convencidas de que estavam tratando com seus representantes legais, as vítimas acabavam realizando transferências bancárias para contas controladas pelo grupo.

Em um dos casos investigados, uma idosa chegou a transferir dinheiro aos suspeitos. Os criminosos ainda tentaram obter um segundo pagamento, desta vez de valor mais alto, mas a fraude foi descoberta antes que a nova transferência fosse realizada.

Mensagens partiam de presídio em Dourados

A investigação apontou que parte das mensagens usadas no golpe foi enviada de dentro de um presídio em Dourados. Mesmo encarcerado, um dos suspeitos continuava colaborando com o esquema e mantendo contato com outros integrantes da organização.

Os investigadores também identificaram o envolvimento de uma advogada inscrita na OAB (Ordem dos Advogados do Brasil). Conforme a apuração, ela teria participado da movimentação financeira e ajudado a ocultar a origem dos valores obtidos com as fraudes.

Seis pessoas foram indiciadas

Ao final da investigação, seis pessoas foram indiciadas pelos crimes de estelionato eletrônico, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Somadas, as penas máximas previstas podem chegar a 26 anos de prisão.

A investigação foi conduzida pela DRCC (Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos), vinculada ao Decor (Departamento de Combate ao Crime Organizado e à Corrupção) da Polícia Civil do Distrito Federal.

A operação contou com apoio da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, com participação de equipes do Dracco (Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado), da Defron (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Fronteira) e das delegacias de Caarapó e Juti.

A Polícia Civil alerta que o golpe do “falso advogado” tem atingido principalmente pessoas idosas que possuem processos judiciais em andamento.

A orientação é que qualquer solicitação de pagamento seja confirmada diretamente com o advogado responsável pelo processo, utilizando um telefone já conhecido. Também é recomendado desconfiar de mensagens que pedem transferências urgentes para liberar valores judiciais.

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