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Após uma semana de guerra, Oriente Médio vive nova escalada e tensão

Bombardeios atingem Irã e Líbano, comércio de petróleo é afetado e potências mundiais ampliam tensão na região.

Conjuntura Online
07/03/26 às 06h37
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Fumaça sobe após um ataque israelense a Beirute. (Foto: Reuters/Khalil Ashawi)

A guerra no Oriente Médio completou uma semana na sexta-feira (6) sem qualquer sinal de trégua e com novos ataques ampliando o temor de que o conflito se transforme em uma crise regional de grandes proporções.

Pelo contrário, autoridades dos Estados Unidos e de Israel indicaram que as operações militares devem se intensificar nos próximos dias.

Somente nesta sexta-feira, Israel realizou bombardeios contra Teerã, capital do Irã, e também contra Beirute, no Líbano.

Em resposta, o Irã lançou ataques contra o Curdistão iraquiano e áreas residenciais no Bahrein, ampliando o alcance das hostilidades no Golfo e no Oriente Médio.

A escalada militar ocorre em meio a novas revelações sobre o envolvimento de potências globais no conflito.

O jornal norte-americano The Washington Post divulgou que a Rússia estaria fornecendo informações ao Irã para auxiliar ataques contra forças dos Estados Unidos na região.

Tráfego de petróleo praticamente parou

A guerra também começou a afetar diretamente o comércio internacional de energia. O JMIC (Joint Maritime Information Center), grupo multinacional que monitora a navegação no Oriente Médio, informou que o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, um dos corredores mais importantes para o transporte mundial de petróleo, entrou em uma pausa quase total.

Segundo o organismo, não houve registro de transporte de petróleo nas últimas 24 horas, situação que aumenta a preocupação nos mercados internacionais.

Números da guerra

Dados divulgados por organismos internacionais indicam o rápido agravamento da crise humanitária na região:

1.332 civis iranianos mortos, segundo estimativas da ONU;
100 mil libaneses deslocados de suas casas após alertas de ataques israelenses;
50 jatos israelenses lançaram cerca de 100 bombas em Teerã, de acordo com as Forças Armadas de Israel;
15 mil passageiros e 20 mil tripulantes de cruzeiros estão presos na região do Golfo devido ao conflito.
Israel promete ampliar ofensiva

Autoridades israelenses afirmaram que o conflito entrou em uma “nova fase” e indicaram que novas operações estão sendo preparadas.

As IDF (Israel Defense Forces – Forças de Defesa de Israel) afirmaram que possuem “movimentos adicionais surpreendentes” planejados contra o Irã.

Os militares também disseram ter destruído o bunker subterrâneo utilizado por autoridades iranianas, que continuava em operação após a morte do líder supremo do país, Ali Khamenei.

EUA descartam acordo

Em linha com a posição israelense, o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou que os ataques ao Irã devem “aumentar dramaticamente”.

O ex-presidente Donald Trump, que acompanha de perto o conflito, declarou que não existe possibilidade de acordo com o Irã que não seja uma “rendição incondicional”. Na noite de quinta-feira, Trump afirmou que forças americanas já teriam eliminado parte da capacidade aérea e naval iraniana.

Irã ameaça países europeus

Apesar da escalada militar, autoridades iranianas indicaram que alguns países tentam intermediar negociações.

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou que Catar, Turquia, Egito e Omã iniciaram esforços diplomáticos para tentar mediar um diálogo entre Teerã, Washington e Tel Aviv.

“Estamos comprometidos com uma paz duradoura na região, mas não hesitaremos em defender a dignidade e a soberania de nossa nação”, escreveu Pezeshkian em uma publicação nas redes sociais.

Ao mesmo tempo, o vice-ministro das Relações Exteriores do Irã alertou que países europeus que entrarem no conflito poderão se tornar alvos de retaliação iraniana.

Líbano teme catástrofe humanitária

O primeiro-ministro do Líbano, Nawaf Salam, afirmou que seu país foi arrastado para uma guerra que “não escolheu nem buscou”.

Em reunião com líderes árabes, Salam alertou que o avanço do conflito pode provocar uma catástrofe humanitária no país, especialmente após os bombardeios registrados em Beirute.

Rússia mantém diálogo com Teerã

O Kremlin informou que o presidente da Rússia, Vladimir Putin, conversou por telefone com o presidente iraniano. Segundo Moscou, os dois líderes concordaram em manter contato permanente diante da escalada do conflito.

ONU alerta para risco de descontrole

Autoridades da ONU (Organização das Nações Unidas) também se manifestaram diante da crescente tensão internacional.

O secretário-geral António Guterres afirmou que “a situação não poderia ser mais grave” e alertou para o risco de o conflito sair do controle.

Guterres pediu que líderes mundiais interrompam os ataques e iniciem negociações para evitar um agravamento da guerra.

Já o alto-comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Türk, denunciou possíveis violações do direito internacional nos ataques israelenses contra o Líbano.

O embaixador do Irã na ONU, Amir Saeid Iravani, acusou Israel e os Estados Unidos de crimes de guerra e pediu que o Conselho de Segurança intervenha para interromper os bombardeios.

“Hoje é o Irã. Amanhã poderá ser qualquer Estado-membro”, afirmou o diplomata.

Com ataques ampliando o alcance do conflito e potências internacionais se posicionando, a guerra entra na segunda semana sob crescente temor de que a crise se transforme em um confronto regional ainda maior no Oriente Médio. (A reportagem do portal InfoMoney)

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