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PCMG indicia Henrique Vorcaro por fraude e lavagem de dinheiro

Pai do dono do Banco Master usou imóveis que estavam penhorados para pagamento de dívida para formalizar execução de pagamentos de outros débitos

Conjuntura Online
17/06/26 às 18h09
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Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro (Foto: Reprodução)

A Polícia Civil de Minas Gerais indiciou Henrique Vorcaro, pai de Daniel, dono do Banco Master, por fraude à execução, estelionato e lavagem de dinheiro.

Os crimes se referem a um processo no qual imóveis penhorados para a quitação de uma dívida com um escritório de advocacia foram oferecidos para o pagamento de outras dívidas, sem qualquer relação com a inicial.

O indiciamento foi feito em 2 de junho e encaminhado à Justiça, que deverá decidir se Henrique se tornará réu no caso.

Nesta terça-feira (17), o STF (Supremo Tribunal Federal) manteve a prisão preventiva de Henrique Vorcaro, preso desde maio no âmbito da Operação Compliance Zero. Ele é acusado de ser o responsável por demandar serviços e efetuar os pagamentos dos integrantes de uma estrutura paralela de vigilância e intimidação ligada a Daniel Vorcaro.

A defesa de Vorcaro afirmou que o indiciamento da Polícia de Minas se refere a uma investigação que parte de acusação infundada. 

Fraude envolve imóveis avaliados em R$ 38 milhões

O caso analisado pela Polícia de Civil de MG envolve três imóveis em Arraial D'Ajuda pertencentes a Henrique Vorcaro. Os bens foram avaliados, em junho de 2024, por uma oficial de Justiça no valor de R$ 38 milhões.

Os imóveis estavam penhorados para o pagamento de uma dívida de Henrique Vorcaro referente a honorários em um processo que ele havia perdido e deveria pagar R$ 9,6 milhões. O valor benefeciaria o escritório Ferreira Pinto, Cordeiro, Santos e Maia Advogados Associados.

Mesmo com o recurso vinculado ao pagamento da dívida, os imóveis foram usados em uma escritura de dação, ou seja, para um acordo de pagamento de outra dívida, sem relação com a anterior.

Os imóveis acabaram sendo repassados a um fundo pelo valor de R$ 16 milhões, e os R$ 9,6 milhões devidos ao escritório de advocacia nunca foram pagos.

Para a Polícia Civil de Minas, o esquema envolvia uma complexa engenharia jurídica e financeira. A investigação concluiu que a articulação permitiu ocultar patrimônio e frustrar o pagamento de uma dívida milionária de honorários advocatícios.

O que diz a defesa de Vorcaro

A defesa de Vorcaro informou, por meio de nota, tratar-se de uma investigação que "parte de uma acusação infundada, que nenhuma relação tem com o caso Master".

Segundo a nota, "a controvérsia diz respeito exclusivamente à pretensão de de penhorar um imóvel que já havia sido anteriormente dado em garantia a outros credores, por contrato prévio de alienação fiduciária e posterior dação em pagamento". (Com TV Globo)

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