A rotina de vigilância na PED (Penitenciária Estadual de Dourados) ganhou um novo reforço com o uso de drones para inspeção aérea do complexo.
A tecnologia passou a ser utilizada pela Polícia Penal para ampliar o controle sobre áreas de difícil acesso, como telhados e estruturas de proteção.
A mudança ocorre em meio à adaptação de práticas criminosas.
Com a popularização dos drones, aumentaram as tentativas de envio de celulares, acessórios e drogas para dentro do presídio por via aérea, muitas vezes em pontos onde o monitoramento por câmeras ou a vigilância terrestre têm alcance limitado.
Mesmo com a instalação de telas em parte dos pavilhões — medida que reduziu lançamentos diretos —, ainda há casos em que objetos ficam presos em locais elevados ou são introduzidos com o uso de equipamentos que operam em maior altura, dificultando a detecção.
Tecnologia amplia alcance da vigilância
Além de identificar materiais suspeitos dentro da unidade, os drones também vêm sendo usados para monitorar o entorno do presídio. Em uma das ocorrências recentes, policiais detectaram movimentação incomum nas proximidades e conseguiram apoiar a abordagem de um suspeito que tentava levar ilícitos até a área.
O uso dos equipamentos também tem impacto na dinâmica de trabalho dos agentes, reduzindo a necessidade de inspeções físicas em locais de risco e permitindo ações mais direcionadas.
Para operar os drones, policiais penais passaram por capacitação específica, com treinamento voltado à pilotagem e ao uso tático da tecnologia em atividades de vigilância.
A adoção do recurso reflete a tentativa de acompanhar a evolução das estratégias utilizadas para burlar a segurança do sistema prisional, ampliando a capacidade de resposta dentro e fora da unidade
