Quatro dias depois de passar por uma cirurgia para tratar um câncer de pulmão, o papa Leão XIV recebeu alta hospitalar e retornou ao Vaticano no sábado (17).
Aos 71 anos, o líder da Igreja Católica apresentou recuperação considerada satisfatória pelos médicos e já tem compromisso público previsto para este domingo (18).
O pontífice deixou o Hospital Gemelli, em Roma, caminhando sem ajuda. Na saída, cumprimentou fiéis que aguardavam notícias sobre sua saúde e conversou com uma adolescente ucraniana de 13 anos que está na Itália para tratamento contra o câncer.
A liberação ocorreu após exames de sangue e avaliações do tórax indicarem condições favoráveis à continuidade da recuperação fora do hospital. Segundo a equipe médica, Leão XIV já consegue realizar atividades cotidianas de forma independente.
A cirurgia foi realizada na terça-feira (13), quando os médicos retiraram o lobo inferior do pulmão direito para tratar um adenocarcinoma, um dos tipos mais comuns de câncer pulmonar. O procedimento transcorreu sem complicações.
Apesar da evolução positiva, ainda não foram divulgadas informações sobre o tamanho do tumor ou eventual comprometimento dos gânglios linfáticos próximos, dados importantes para avaliar a extensão da doença e definir possíveis tratamentos complementares.
Retorno aos compromissos
A expectativa é que Leão XIV conduza neste domingo a tradicional oração do Ângelus, na Praça de São Pedro, ao meio-dia no horário local. Será sua primeira aparição pública desde a operação.
Mesmo durante a internação, o papa manteve parte das atividades diplomáticas. Na sexta-feira (16), conversou por telefone com o presidente russo, Vladimir Putin, e pediu um cessar-fogo que permita o envio de ajuda humanitária à cidade ucraniana de Oleshky.
O Vaticano também mantém os preparativos para a viagem do pontífice à América do Sul, prevista entre 6 e 17 de novembro, com visitas ao Uruguai, à Argentina e ao Peru.
A continuidade dos compromissos, entretanto, dependerá da recuperação. O secretário de Estado do Vaticano, cardeal Pietro Parolin, admitiu que o papa poderá precisar reduzir o ritmo de trabalho conforme as recomendações médicas. (Agência Brasil)
