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Limite diário de R$ 500 para Pix por aproximação é retirado pelo BC

As novas regras entram em vigor em 1º de outubro deste ano

Conjuntura Online
19/06/26 às 16h45
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Pix é o meio de pagamento criado pelo BC em que os recursos são transferidos entre contas em poucos segundos, a qualquer hora ou dia (Foto: Marcello Casal Jr./ABr)

Uma instrução normativa do BC (Banco Central) publicada no DOU (Diário Oficial da União) na quarta-feira (17) definiu a exclusão dos limites diários de R$ 500 por transação de Pix por aproximação. A nova regra entra em vigor em 1º de outubro de 2026. 

A publicação exclui os artigos da primeira instrução de agosto de 2024, que impunha o teto. Agora, será permitido aos usuários solicitarem o aumento ou a redução do limite nesta modalidade.

O Pix por aproximação está disponível desde fevereiro de 2025 e funciona de forma bastante similar aos cartões de crédito e débito cadastrados em carteiras digitais. Desde que passou a vigorar, todas as instituições financeiras passaram a oferecer obrigatoriamente a ferramenta.

Além disso, a modalidade permite que o consumidor inclua o Pix nas carteiras digitais — como Google Pay, Apple Pay Samsung Pay, entre outras —, excluindo a necessidade de acessar o aplicativo da instituição financeira para executar as transações.

Para ativar o Pix por aproximação, o consumidor deverá vincular a conta à carteira digital do celular.

Acesse a carteira digital;
Selecione a vinculação da conta à carteira;
O aplicativo do banco será acionado;
Autorize a vinculação do Pix por aproximação à carteira digital;

Para usar o pagamento via Pix por aproximação, as etapas são semelhantes às de cartões de débito e crédito vinculados ao celular.

Informe ao atendente o meio de pagamento;
Revise se as informações de pagamento estão corretas;
Aproxime o celular da máquina de pagamento;
Autorize o Pix.

O meio de pagamento, em pouco mais de cinco anos de existência, tem se consolidado como a forma de realizar transações mais utilizada pelos brasileiros e usado por 76,4% da população.

Desde que foi criada, a plataforma já movimentou mais de R$ 75,4 trilhões e contabilizou cerca de 181,6 bilhões de operações, de acordo com dados do BC compilados pelo CNN Money no fim do ano passado.

Além disso, segundo Gabriel Galípolo, presidente do BC, o meio de pagamento foi um dos fatores mais relevantes para a bancarização dos brasileiros ao longo dos últimos anos — facilitando o acesso ao crédito e ao consumo.

Nessa linha, em audiência pública na CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) do Senado Federal em maio deste ano, Galípolo afirmou que não existe uma rivalidade entre o Pix e cartão de crédito e que, na verdade, os dois são complementares.

"O Pix incluiu pessoas que estavam à margem do sistema, que passaram a ter contas bancárias e, consequentemente, cartão de crédito", afirmou. Segundo a autoridade, os clientes bancários cresceram a partir da criação do Pix, e evoluíram junto dele.

Levantamentos recentes apontam também que o pagamento de mensalidades em escolas e instituições de nível superior via Pix avançou 21% em 2025, com movimentação de R$ 690 milhões, segundo dados da Gennera.

Ainda, segundo a fintech de pagamentos Ebanx, o meio de pagamento está prestes a ampliar a recém-conquistada liderança sobre os cartões de crédito no e-commerce e responder por metade das transações nesse mercado até 2028. (Com CNN)

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