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Fraude no bandejão da UFMS leva Justiça a bloquear R$ 6 milhões

A suspeita é de que o sistema tenha sido manipulado para desviar recursos públicos.

Conjuntura Online
09/04/26 às 17h55
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PF investiga fraude em refeições e suspende contratos da UFMS. ( Foto: UFMS)

Fraude em contratos de alimentação estudantil colocou na mira da Justiça um esquema investigado pela PF (Polícia Federal) em Mato Grosso do Sul.

Nesta quinta-feira (9), a corporação avançou na apuração com a segunda fase da Operação Lucro Espúrio, que resultou no bloqueio de cerca de R$ 6 milhões em bens ligados aos investigados.

A ação ocorreu em Três Lagoas e teve como alvo contratos firmados para fornecer refeições subsidiadas a estudantes da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul).

A suspeita é de que o sistema tenha sido manipulado para desviar recursos públicos.

Foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão, além da aplicação de medidas cautelares contra os envolvidos. A decisão, expedida pela 3ª Vara Federal de Campo Grande, também proibiu os investigados de firmar novos contratos com o poder público e determinou a suspensão dos acordos que estavam em vigor.

Uso indevido de dados de estudantes

As investigações apontam que informações de alunos teriam sido utilizadas de forma irregular para simular a retirada de refeições. Na prática, os registros indicariam entregas que não aconteceram, inflando artificialmente os números e viabilizando o desvio de dinheiro.

Na fase inicial da operação, a PF encontrou arquivos com dados de aproximadamente 150 estudantes, que teriam sido usados nesse esquema.

Política pública na mira

Os contratos investigados tinham como objetivo garantir alimentação a estudantes em situação de vulnerabilidade, uma medida considerada essencial para a permanência no ensino superior. No entanto, há indícios de que o benefício tenha sido distorcido para atender interesses ilícitos.

A investigação segue em andamento para identificar todos os envolvidos e calcular o prejuízo total aos cofres públicos. Até o momento, não houve manifestação oficial da universidade sobre o caso. (Com informações do G1)

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