As conversas de paz entre os Estados Unidos e o Irã entram neste domingo (12) em seu segundo dia em Islamabad, onde buscam alcançar uma trégua duradoura em uma guerra na qual Israel afirma ter “destruído” os programas nuclear e balístico da república islâmica.
Essas conversas entre os dois países, inimigos desde a revolução islâmica de 1979, desenrolam-se, segundo a Casa Branca, em um formato trilateral, com a presença de membros do alto escalão do Paquistão, que facilitou o cessar-fogo de duas semanas iniciado na quarta-feira.
Agências estatais de notícias iranianas indicaram que as conversas continuarão na manhã de domingo e acusaram os Estados Unidos de fazer “exigências excessivas” em relação ao Estreito de Ormuz, via estratégica por onde passa 20% do petróleo mundial.
O Irã bloqueou a passagem pelo estreito desde o início da guerra, em 28 de fevereiro, com os bombardeios israelense-americanos contra seu território.
Uma fonte paquistanesa que pediu anonimato assegurou que “as negociações avançam na direção certa”. “O ambiente geral é cordial”, disse à AFP.
O presidente americano Donald Trump afirmou neste sábado que “tanto faz” para ele o resultado das conversas entre os Estados Unidos e o Irã no Paquistão, ao insistir que seu país havia vencido a guerra.
“Cheguemos ou não a um acordo, tanto faz para mim. O motivo é que nós vencemos”, disse Trump a jornalistas.
Por parte dos Estados Unidos, a delegação é chefiada pelo vice-presidente JD Vance. Junto a ele, estão o enviado especial Steve Witkoff e Jared Kushner, genro de Trump.
O Irã está representado em Islamabad, entre outros, por seu influente presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, e pelo ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi. (Jovem Pan)
