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Coreia do Sul mobiliza o 'míssil monstro' para enfrentar Kim Jong-un

Hyunmoo-5 foi desenvolvido para atingir a liderança do comando norte-coreano, bem como instalações nucleares e de mísseis

Conjuntura Online
20/01/26 às 06h50
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Forças Armadas da Coreia do Sul começaram a implantar míssil de alta potência. (Foto: Redes Sociais)

Do R7

As Forças Armadas da Coreia do Sul começaram a implantar o míssil balístico Hyunmoo-5, que ganhou o apelido de ‘míssil monstro’ por causa de seu tamanho. Ele foi desenvolvido para atingir Kim Jong-un e a liderança do comando norte-coreano, bem como instalações nucleares e de mísseis, em caso de contingência.

A medida ocorre após o ministro de Defesa sul-coreano, Ahn Guy-back, afirmar que é preciso um “equilíbrio do terror” para combater a ameaça nuclear da Coreia do Norte.

“Como a Coreia do Sul não pode possuir armas nucleares por ser signatária do Tratado de Não Proliferação Nuclear, acredito firmemente que devemos possuir um número considerável de mísseis Hyunmoo-5 para alcançar um equilíbrio no combate ao terrorismo”, disse Ahn em entrevista à agência de notícias Yonhap em outubro do ano passado.

O artefato vem sendo adotado em fases em unidades da linha de frente desde o final do ano passado. O número total de mísseis previstos para implantação, que deve ser concluída até junho de 2030, é de pelo menos algumas dezenas.

Equipado com uma ogiva que pesa até oito toneladas, o Hyunmoo-5 é considerado um dos mais poderosos mísseis balísticos convencionais do mundo. Acredita-se que seu poder explosivo efetivo é comparável ao de uma ogiva de 11 toneladas, refletindo os avanços em materiais para ogivas.

O míssil tem um alcance máximo de 300 quilômetros e é capaz de destruir bunkers subterrâneos a profundidades de até 100 metros.

Quando o Hyunmoo-5, equipado com uma ogiva de 8 toneladas, atinge um alvo após viajar a mais de dez vezes a velocidade do som, sua força destrutiva é comparável à de uma pequena arma nuclear tática. Como resultado, mesmo alvos fortemente fortificados ou profundamente enterrados, incluindo centros de comando e instalações nucleares e de mísseis norte-coreanas, não escapariam de danos catastróficos, segundo uma fonte militar ouvida pelo jornal sul-coreano Dong-A Ilbo.

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