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Café de todo dia pode estar associado a uma vida mais longa, aponta estudo

Análise relaciona consumo moderado da bebida a menor risco de morte, doenças cardiovasculares e diabetes tipo 2

Conjuntura Online
24/09/26 às 17h25
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Estudo aponta menor risco de morte entre consumidores de café. (Foto: Reprodução)

Presente na rotina de milhões de pessoas, o café pode ter efeitos que vão além de espantar o sono. Uma análise científica publicada na revista Nutrients relacionou o consumo moderado da bebida a menor risco de morte e ao desenvolvimento de algumas doenças crônicas.

Os pesquisadores reuniram resultados de diferentes estudos já publicados para avaliar os efeitos do café e da cafeína sobre a saúde.

Entre os achados, o consumo de três a cinco xícaras por dia apareceu associado a benefícios para a longevidade e para o sistema cardiovascular.

Segundo Farin Kamangar, responsável pela análise, consumidores moderados apresentam risco cerca de 15% menor de desenvolver doenças cardiovasculares.

Os trabalhos avaliados também encontraram associação entre o hábito de beber café e menor ocorrência de diabetes tipo 2.

Os resultados não significam, porém, que aumentar indiscriminadamente a quantidade de café trará mais benefícios. Os efeitos podem variar conforme fatores como genética, quantidade consumida e hábitos de vida.

Efeitos vão além da cafeína

A análise também relaciona a bebida a efeitos sobre o desempenho físico, metabolismo e inflamação. Entre os resultados observados estão maior disposição para exercícios, aumento da oxidação de gordura durante a atividade física e melhora de alguns indicadores da função pulmonar.

Outro ponto analisado foi a relação com o câncer. As evidências reunidas não apontaram aumento geral do risco da doença entre consumidores de café. Para alguns tipos de tumor, como o câncer de endométrio, estudos anteriores chegaram a encontrar associação com redução de risco.

Os benefícios relacionados ao diabetes tipo 2 também foram observados em estudos envolvendo café descafeinado, indicando que os possíveis efeitos positivos não dependem exclusivamente da cafeína.

Exagero pode ter efeito contrário
Se por um lado o consumo moderado aparece associado a benefícios, o excesso continua exigindo cautela. Grandes quantidades de cafeína podem provocar insônia, ansiedade e outros efeitos indesejados, especialmente em pessoas mais sensíveis.

Por isso, a faixa de três a cinco xícaras diárias aparece na análise como referência de consumo moderado. A quantidade adequada, entretanto, pode variar de uma pessoa para outra.

Os pesquisadores também destacam que estudos desse tipo identificam associações entre hábitos e condições de saúde. Isso não significa, isoladamente, que beber café seja responsável por evitar doenças ou aumentar a expectativa de vida.

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