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Esportes

Gestão de Andrés e Duilio repassou R$ 3,4 mi em espécie a ex-funcionário 

João Odair de Souza, conhecido como Caveira, afirma que maior parte do valor foi utilizada para pagar seguranças autônomos e justifica ausência de notas fiscais

Conjuntura Online
04/03/26 às 11h39
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Duilio Monteiro Alves e Andrés Sanchez, ex-presidentes do Corinthians (Foto: Reprodução)

Responsável por chefiar a segurança do Corinthians entre março de 2018 e dezembro de 2023, João Odair de Souza, conhecido como Caveira, recebeu mais de R$ 3,4 milhões do clube em espécie.

A maior parte desses valores não teve a destinação comprovada por meio de notas fiscais ou recibos, o que gerou suspeita no Ministério Público, que investiga tal movimentação financeira.

Os repasses de dinheiro em espécie a Caveira ocorreram durante as gestões dos ex-presidentes Andrés Sanchez e Duilio Monteiro Alves e estão documentados em planilhas enviadas pelo Corinthians ao Ministério Público.

Após análise, o promotor Cássio Conserino, responsável pelo caso, estimou que estes pagamentos representem mais de R$ 7,3 milhões em valores atualizados pela inflação.

Em contato telefônico com o ge, Caveira confirmou que movimentava valores em espécie enquanto era funcionário do Corinthians e justificou a ausência de notas fiscais:

– Aos sábados, domingos e feriados é preciso contratar muitos seguranças freelancers para o clube. Isso também acontecia quando havia protestos no CT ou no Parque São Jorge. Antes de eu assumir (a chefia da segurança) quem fazia isso era a Atual (empresa de vigilância), que cobrava mais ou menos R$ 450, mas pagava R$ 120, R$ 150 ao segurança. Eu conversei com o Andrés sobre isso, e ele mandou eu falar com o jurídico e o Roberto Gavioli (ex-gerente financeiro) – disse Caveira, que prosseguiu:

– Dentro do clube tem uma série de esportes. Vai ter jogo de vôlei, basquete, futebol de salão.... São oito seguranças em cada evento desse. Evento na piscina? 20 seguranças. Teve dia de protesto que eu coloquei mais de 60 seguranças no CT. Muitos deles eram policiais em horários de folga. PM não dá nota fiscal. Eu não podia nem fazer ordem de serviço – argumentou Caveira.

Ainda segundo o ex-funcionário, ele também utilizava o dinheiro recebido em espécie para pagar despesas pequenas ou dar gorjetas quando estava a serviço de Andrés ou Duilio.

Caveira afirma que prestava contas ao departamento financeiro do clube e faz questão de destacar que nunca sofreu contestações do Conselho Fiscal, órgão responsável por analisar as contas do clube.

De acordo com a planilha apresentada pelo Corinthians, houve dias em que Caveira fez mais de uma retirada de dinheiro. Algumas eram de quantias maiores, como em outubro de 2023, quando ele recebeu R$ 129,3 mil de uma só vez. Também houve repasses menores, como em 29 de outubro de 2020, quando ele recebeu R$ 529.

O ex-chefe da segurança do Corinthians já foi classificado como investigado em um dos inquéritos em andamento pelo MP. Porém, ainda não foi chamado a prestar depoimento.

As apurações sobre dinheiro em espécie entregue a funcionários do Timão começou após o ge revelar gastos para fins pessoais na gestão de Duilio.

De acordo com apuração do Ministério Público, Denilson Grillo, ex-motorista de Duilio, recebeu mais de R$ 1,2 milhão em espécie ao longo de três anos. Há suspeita que empresas de fachada foram utilizadas para justificar os gastos e, assim, desviar o dinheiro do clube.

O ge tentou contato com o ex-presidente Duilio Monteiro Alves e a defesa de Andrés Sanchez, mas não obteve resposta até a publicação desta reportagem. A matéria será atualizada em caso de manifestação deles. (Com ge - SP)

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