A Eagle Bidco, a SAF Botafogo e o clube social protocolaram uma petição conjunta pedindo a suspensão do processo que corre na Justiça do Rio de Janeiro, na 2ª Vara Empresarial da Comarca da Capital. Após um acordo de "cessar-fogo" nos últimos dias, as partes agora miram uma "tentativa de solução consensual entre as partes".
Na petição de segunda-feira, os envolvidos pediram a suspensão do processo até o dia 20 de junho e se comprometeram a comunicar à Justiça "tão logo haja um desfecho nas tratativas".
O acordo entre o Botafogo social e a Eagle/Ares era pauta nos bastidores há mais de um ano, mas o cenário nunca foi simples. A possibilidade se tornou mais viável entre o fim de 2025 e o início de 2026, quando John Textor começou a perder prestígio interno. O ex-CEO Thairo Arruda era um dos defensores do acordo e tomou a frente das negociações com a Ares por divergências com o americano, mas deixou o clube em fevereiro.
Em abril, Textor foi afastado do comando do Botafogo por decisão do Tribunal Arbitral da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Desde então, o americano não retornou ao poder e, nos bastidores, é considerado por muitos "carta fora do baralho". Durcesio Mello foi nomeado o diretor interino até a Assembleia Geral, que apontou Eduardo Iglesias como diretor geral da SAF.
O objetivo principal deste acordo de "cessar-fogo" é chegar a um acordo definitivo e oficializar a saída do Botafogo da Eagle, rede multiclubes criada por Textor e que está sob administração judicial. Desta forma, o associativo teria de volta os 90% das ações que pertencem à empresa.
O Botafogo volta a campo nesta quarta-feira, às 19h (horário de Brasília), para enfrentar o Caracas. A partida na Venezuela é válida pela fase de grupos da Sul-Americana, e o clube carioca está classificado para as oitavas de final.
