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Esportes

Santos chega a sete transfer bans e pode sofrer novas punições na Fifa

Santos paga quase R$ 1 milhão em dívidas, mas segue impedido de registrar reforços

Conjuntura Online
13/10/26 às 18h03
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Marcelo Teixeira, presidente do Santos (Foto: Guilherme Dionizio/Folhapress)

O Santos precisou correr para quitar quase R$ 1 milhão em dívidas nesta terça-feira (13), depois de receber três novas punições da Fifa (Federação Internacional de Futebol).

Com isso, o clube chegou a acumular sete transfer bans, sanções que impedem o registro de novos jogadores. Mesmo após o pagamento das pendências mais recentes, outras quatro restrições continuam em vigor.

As três novas cobranças somavam aproximadamente R$ 946 mil e estavam relacionadas ao mecanismo de solidariedade da Fifa, que garante aos clubes formadores uma parcela dos valores envolvidos em transferências internacionais.

Os débitos envolviam negociações dos jogadores João Basso, Benjamín Rollheiser e Álvaro Barreal. Duas cobranças totalizavam 120 mil euros, enquanto a terceira correspondia a 55 mil dólares.

Com a quitação, o Santos conseguiu resolver essas três pendências, mas permanece impedido de registrar reforços por causa de dívidas com antigos integrantes de sua comissão técnica.

Dívida com Pedro Caixinha supera R$ 15 milhões
As quatro punições restantes envolvem o técnico português Pedro Caixinha e seus auxiliares José Pratas, Pedro Malta e José Belman, que deixaram o clube em 2025.

Os profissionais recorreram à Fifa após o não pagamento integral dos valores previstos nas rescisões contratuais. O Santos tentou negociar o parcelamento, mas não chegou a um acordo.

Os processos também passaram pela CAS (Corte Arbitral do Esporte), que manteve as condenações. Somadas, as cobranças ultrapassam R$ 15 milhões.

Para voltar a registrar jogadores, o clube precisará resolver as pendências que sustentam os bloqueios. As punições não significam necessariamente sete janelas consecutivas sem contratações, já que podem ser cumpridas simultaneamente.

Jogador que não entrou em campo pode gerar nova punição
A situação financeira do Santos ainda pode provocar outro bloqueio. O clube enfrenta uma cobrança de aproximadamente R$ 2,2 milhões do Al-Markhiya, do Catar, pelo empréstimo do atacante gambiano Yusupha Njie.

Contratado em 2024, o jogador permaneceu cerca de quatro meses no Santos, mas não disputou nenhuma partida oficial. O clube decidiu encerrar antecipadamente o empréstimo e devolvê-lo à equipe catari.

Pelo acordo de rescisão, o Santos deveria pagar 350 mil euros, divididos em sete parcelas. Os pagamentos não foram realizados, e o Al-Markhiya acionou a Fifa.

Após análise do processo, o valor principal foi reduzido para 332,5 mil euros. Com multas e outros acréscimos, a condenação chegou a aproximadamente 399 mil euros, equivalentes a R$ 2,2 milhões. O recurso apresentado pelo Santos à CAS não conseguiu reverter a decisão.

Além desse caso, o clube enfrenta cobranças do León, do México, e do Spartak Moscou, da Rússia, relacionadas às contratações dos zagueiros Adonis Frías e Alexis Duarte.

As pendências mantêm a pressão sobre a diretoria santista, que precisa regularizar os débitos para evitar novas sanções e recuperar a possibilidade de inscrever jogadores nas próximas janelas de transferências.

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