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Esportes

Calderano sobe para 2º do mundo e celebra melhor ranking da carreira

Mesa-tenista brasileiro mira exemplos de Djokovic e LeBron James para se tornar número 1 do mundo

Conjuntura Online
09/02/26 às 07h27
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Hugo Calderano vence alemão e vai às semifinais na China (Foto: Divulgação/WTT)

Hugo Calderano, aos 29 anos, chega nesta segunda-feira à vice-liderança do ranking mundial de tênis de mesa pela primeira vez. É a melhor colocação da carreira do brasileiro, que rompeu a barreira dos 10 melhores do planeta em 2018.

A atualização semanal da lista da ITTF (Federação Internacional de Tênis de Mesa) coloca Calderano como o número 2 do mundo, atrás apenas do chinês Wang Chuqin. O brasileiro estava na terceira posição e ultrapassa outro chinês, Lin Shidong.

- Primeira vez na segunda colocação do ranking mundial, uma marca inédita no nosso tênis de mesa. Estou muito feliz em atingir esse esse novo marco. Mais um feito que a gente está conseguindo, é mais um "check" da lista, né? Claro que todo mundo quer chegar no um, principalmente eu. Mas acho que esse é um passo também muito importante - afirmou Calderano, em entrevista exclusiva ao ge.

O feito não é apenas a melhor posição pessoal de Calderano ou de um brasileiro. É a primeira vez que um atleta de fora do eixo Ásia-Europa atinge o segundo posto da lista. A ITTF comemora 100 anos em 2026. Calderano se isola como o único atleta das Américas (do Alasca à Terra do Fogo) a figurar no top-2.

- Espero que essa seja a penúltima vez que eu alcance a minha melhor marca no ranking, né? Depois disso não tem mais como, infelizmente. A gente sempre brincava que quando eu estava ali subindo infantil, juvenil, às vezes em um em uma semana você subia 50 ou 30 posições no ranking. Agora, quando eu cheguei ali no no top 10, a gente fala: "pô, agora não tem como ser o cara que mais subiu no ranking, né?". Sem brincadeira, estou bem feliz em alcançar essa posição. A gente ainda tem tempo para buscar mais uma. Vamos ver. De qualquer forma, estou muito feliz - disse Calderano.

A subida na atualização do ranking foi consolidada por uma combinação de mérito de Calderano, campeão da Copa América semana passada, e deslize dos rivais diretos. Além de Lin Shidong perder pontos que conquistou no ano passado, a semana teve dois adversários diretos do brasileiro caindo antes da final na Copa Europeia: o francês Félix Lebrun foi eliminado na semifinal diante do português Marcos Freitas, enquanto o sueco Truls Möregårdh, que podia virar número 2 do mundo, perdeu na estreia, diante do alemão Dang Qiu. O francês Alexis Lebrun foi o campeão, com Freitas em segundo.

- Eu entrei no top-10 pela primeira vez em julho de 2018 e, hoje, sou o jogador que está no top-10 há mais tempo. Então, todos os outros que estão agora entraram depois de mim e sou, inclusive, o mais velho. Você vê que antigamente os chineses dominavam muito. Agora, realmente, o Chuqin que está em um nível acima de todos os outros, mas você vê o Lin Shidong caindo nas quartas, às vezes na semi, chega a uma final ou outra. Acho que isso mostra ainda mais o quão difícil é se manter ali no topo por muito tempo. E é preciso ir se reinventando - analisa Calderano.

O momento histórico coincide com a fase de maior maturidade técnica do mesa-tenista brasileiro. Para a temporada 2025/2026, Calderano acabou de anunciar a transferência para um novo clube, o alemão FC Saarbrücken-TT, atual campeão da Champions League.

- É um um dos melhores times da Alemanha, né? Era um dos nossos concorrentes quando eu jogava por Ochsenhausen. E nessa temporada tem o Fan Zhendong (três ouros olímpicos e nove mundiais), o atual campeão olímpico. Está jogando tanto a Bundesliga quanto a Champions League. Então, estou bem animado. Uma das minhas motivações era justamente poder passar um tempo com Fan, principalmente no treino. Tentar aprender, treinar o máximo possível com ele. Espero que ele continue no clube, mas, de qualquer forma, é um é uma grande equipe - contou Calderano.

O brasileiro chegou ao top-3 do ranking pela primeira vez em janeiro de 2022, quando se tornou o principal desafiante ao domínio chinês. Nesse período, Calderano ainda alcançou o 4º lugar nos Jogos Olímpicos de Paris 2024, ao perder a semifinal para o sueco Möregårdh e a decisão do bronze para o francês Felix Lebrun.

- Eu vou vou continuar focando mais nos meus objetivos, no treino, continuar melhorando o meu nível, evoluindo para alcançar os melhores resultados possíveis nas competições mais importantes. E tentar aproveitar, né, levar tudo com bastante leveza - afirma.

A chegada ao posto de número 2 do mundo, no entanto, coloca Calderano sob uma pressão inédita de defesa de pontos. Entre março e maio, o brasileiro terá o desafio de proteger os resultados mais expressivos de sua carreira, conquistados em um início de 2025 avassalador: o título inédito da Copa do Mundo, em Macau, e o histórico vice-campeonato do Mundial, em Doha.

Ou seja, junto com a vantagem de ser o segundo cabeça de chave dos próximos torneios, o novo vice-líder do ranking mundial entra em um período em que os novos poderes vêm com grandes responsabilidades. E ele tem alguns heróis esportivos para se inspirar.

- Acho que eu já entrei no meu auge, na verdade, acho que os grandes atletas, em vários esportes, têm vários auges. Você vê o Novak Djokovic (38 anos e 24 Grand Slams) e é incrível o que ele continua fazendo. Ou LeBron James (42 anos, 3 ouros olímpicos e 4 títulos de NBA). Não estou me comparando com esses caras, primeiro porque o que eles alcançaram no esporte é absurdo e, segundo, que são mais velhos que eu, né? Dez anos mais velhos que eu. Então, ainda não cheguei nesse ponto, mas, com certeza, é inspirador ver o que é possível fazer - conclui Calderano. (Com ge - SP)

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