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Economia

Planalto manifesta ‘profunda preocupação’ com suspensão de carne para UE

Executivo afirma que cumpriu as exigências sanitárias e admite adotar medidas de reciprocidade caso não haja acordo com o bloco europeu

Conjuntura Online
04/09/26 às 16h51
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Vista do prédio dos Três Poderes em Brasília. (Foto: Divulgação)

O Palácio do Planalto expressou, na quinta-feira (3), sua “profunda preocupação” com a decisão da UE (União Europeia) de suspender as importações de carne brasileira até que o país ofereça garantias sanitárias.

O bloco europeu colocou em vigor na quinta-feira (3) um embargo à carne bovina, à carne de aves e a outros produtos de origem animal do Brasil, após o país ter sido excluído, em maio, da lista de nações que cumprem suas regras sobre o uso de antimicrobianos na pecuária.

A medida entrou em vigor em meio às pressões da indústria pecuária europeia após a assinatura de um acordo de livre comércio entre a UE e o Mercosul.

O governo do presidente Lula (PT) avalia recorrer a “medidas de reciprocidade” caso não se chegue a uma “solução satisfatória”, advertiram, em nota conjunta, os ministérios das Relações Exteriores e da Agricultura e Pecuária.

“Uma vez demonstrado o cumprimento” das normas exigidas, “as exportações para a UE poderão ser retomadas”, declarou à AFP um porta-voz da Comissão Europeia.

“O Brasil implementou as medidas necessárias (…) e apresentou às autoridades europeias a documentação e as informações pertinentes relativas aos produtos destinados à exportação”, rebateu o governo brasileiro.

Nesta sexta-feira (4), a UE insistiu que suas normas contra o uso indevido de antibióticos eram “conhecidas há muito tempo”.

“Nossa abordagem é proporcional e não discriminatória, e concedemos aos nossos parceiros tempo suficiente, assim como todas as informações necessárias, para que se adaptem”, afirmou Olof Gill, porta-voz de Comércio da Comissão Europeia, o braço Executivo da UE.

A UE promete manter “uma cooperação estreita com as autoridades brasileiras para permitir que assegurem que cumprem plenamente os requisitos exigidos”.

A suspensão das compras também afeta ovos, mel e outros produtos.

Em 2025, o Brasil foi o segundo maior exportador de carne bovina para a UE, com mais de 92 mil toneladas embarcadas, que representaram mais de 713 milhões de euros (R$ 4,2 bilhões).

O acordo comercial entre a UE e o Mercosul, assinado em janeiro deste ano, entrou em vigor de forma provisória em maio. (Jovem Pan)

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