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Economia

Desemprego cai a 3,1% e Campo Grande fica entre as três menores taxas do país

Número de pessoas sem trabalho recuou de 22 mil para 16 mil em um ano; serviços concentram a maior quantidade de empregos formais

Conjuntura Online
05/10/26 às 06h19
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Campo Grande impulsiona Serviços e Construção. (Foto: PMCG)

Campo Grande encerrou o segundo trimestre de 2026 com taxa de desocupação de 3,1%, a terceira menor entre as capitais brasileiras. O índice caiu 1,2 ponto percentual em relação ao mesmo período de 2025, quando estava em 4,3%.

Em números absolutos, aproximadamente 16 mil pessoas estavam desocupadas na Capital, contra 22 mil um ano antes. A redução foi de 27,3%, o equivalente a cerca de 6 mil pessoas a menos procurando trabalho.

No ranking das capitais, Campo Grande ficou atrás apenas de Cuiabá, que registrou taxa de 2,3%, e Palmas, com 2,6%. A média brasileira no período foi de 5,4%.

Outro indicador que apresentou queda foi o de subutilização da força de trabalho. A taxa passou de 8,2% no segundo trimestre de 2025 para 5,1% no mesmo período deste ano.

O número de pessoas consideradas subutilizadas recuou de aproximadamente 43 mil para 26 mil em 12 meses. Esse indicador considera não apenas quem está desempregado, mas também situações em que trabalhadores poderiam trabalhar mais horas ou ampliar sua participação no mercado.

Serviços concentram empregos na Capital

O setor de serviços continua com o maior número de trabalhadores formais em Campo Grande. Em agosto, eram 125.936 vínculos ativos, enquanto o comércio contabilizava 59.816.

Quando considerado o primeiro semestre inteiro, os serviços também lideraram a abertura de postos de trabalho, com saldo positivo de 2.088 vagas.

A construção civil apareceu logo depois, com 1.467 novos postos entre janeiro e junho. Indústria e agropecuária também terminaram o semestre no azul, com saldos de 350 e 269 vagas, respectivamente.

O comércio seguiu caminho contrário no período e acumulou saldo negativo de 633 postos.

Os dados mensais, porém, mostram oscilações. Em agosto, Campo Grande abriu 435 vagas formais, resultado de 12.035 admissões e 11.600 desligamentos. Os serviços responderam por saldo positivo de 509 postos, enquanto a construção civil fechou 64 vagas naquele mês.

No acumulado do primeiro semestre, a Capital havia criado 3.541 empregos com carteira assinada, após registrar 77.099 admissões e 73.558 desligamentos.

Os dados sobre desocupação fazem parte da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua), enquanto as informações sobre empregos formais são do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados).

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