Em plena Semana Santa, quem sai às compras em Dourados se depara com um cenário de forte variação de preços — e, em alguns casos, difícil de justificar.
Levantamento do Procon local mostra que produtos típicos da Páscoa apresentam diferenças que ultrapassam os 200% entre estabelecimentos da cidade, obrigando o consumidor a pesquisar para não pagar muito mais caro pelo mesmo item.
Nos chocolates, a oscilação já aparece nos produtos mais populares.
A caixa de bombons sortidos de 220g foi encontrada por R$ 11,49 no menor valor e R$ 18,99 no maior, uma diferença de 72,95%.
Outra versão do mesmo tipo de produto registrou variação de 66,86%. Entre os ovos de Páscoa, a distorção também é significativa: 29 itens tiveram diferença superior a 25% entre os preços mínimo e máximo.
Mas é nos produtos tradicionais da Semana Santa que o impacto no bolso se torna ainda mais evidente.
Peixe dispara e amplia diferença
O bacalhau, um dos itens mais consumidos no período, lidera a disparada. A variação chegou a 210,16% entre estabelecimentos, colocando o produto entre os mais afetados pela diferença de preços. Outras versões também apresentaram distorções relevantes: o bacalhau tipo porto variou 73,38%, enquanto o bacalhau fresco teve diferença de 91,14%. Já a sardinha congelada, opção mais acessível, registrou variação de 126,57%.
Na prática, isso significa que a escolha do local de compra pode dobrar — ou até triplicar — o valor final da refeição.
Itens que normalmente passam despercebidos também contribuem para o encarecimento. A azeitona verde de 200g apresentou a maior variação entre todos os produtos analisados: 216,97%. Ao todo, dez itens da categoria de complementos ultrapassaram a marca de 50% de diferença entre os preços.
Ou seja, até os detalhes da ceia acabam impactando diretamente no custo final.
Na comparação com o mesmo período do ano passado, os chocolates tiveram aumento médio de 1,35%, enquanto os peixes subiram 13,38%. Já os complementos praticamente ficaram estáveis, com alta de 0,26%.
Apesar dos reajustes médios relativamente moderados, o levantamento aponta que o principal problema está na falta de uniformidade dos preços, o que amplia a percepção de carestia.
