O preço do diesel pode sofrer um reajuste de até 50% após o segundo turno das eleições presidenciais, marcado para domingo (25).
A possibilidade foi levantada pelo banco Goldman Sachs, que identificou uma diferença significativa entre os valores praticados pela Petrobras no Brasil e as cotações internacionais do combustível.
Segundo os analistas, o diesel comercializado pela estatal está aproximadamente 21% abaixo da referência internacional. A diferença, somada à possibilidade de encerramento dos subsídios concedidos aos importadores em novembro, aumenta a pressão por uma revisão dos preços.
Apesar da projeção, a Petrobras não anunciou um novo reajuste. O percentual de 50% representa um cenário avaliado pelo banco, e não uma decisão da companhia.
Impacto no bolso do consumidor
Uma eventual alta do diesel poderá atingir setores que dependem do transporte rodoviário, especialmente a distribuição de alimentos, produtos industrializados e mercadorias.
Em Mato Grosso do Sul, onde o transporte de cargas tem papel importante no escoamento da produção agropecuária, o aumento do combustível também poderá elevar os custos logísticos.
O impacto não ficaria restrito aos caminhoneiros e às transportadoras. Como parte significativa das mercadorias brasileiras circula por rodovias, o encarecimento do frete pode chegar aos supermercados e pressionar a inflação.
Petrobras enfrenta pressão sobre os preços
O cenário ocorre após reajustes realizados pela estatal ao longo do ano, em meio à valorização do diesel no mercado internacional e à adoção de medidas federais para reduzir os efeitos sobre os consumidores.
Em setembro, a Petrobras anunciou aumento de R$ 1 por litro no diesel vendido às distribuidoras, acompanhado de uma subvenção federal no mesmo valor.
Para o Goldman Sachs, a manutenção de preços inferiores aos internacionais representa um desafio para a política comercial da companhia. Por outro lado, uma correção expressiva poderia aumentar os custos de transporte e produção em diferentes setores da economia.
O mercado acompanha as decisões do governo federal sobre os subsídios e os próximos movimentos da Petrobras. Até o momento, não há confirmação de quando ou de quanto o diesel poderá subir. (Infomoney)
