Para quem está com o orçamento apertado, começar a investir pode parecer distante. Mas, antes de escolher uma aplicação, o primeiro passo é organizar as próprias finanças e garantir que os investimentos não comprometam as despesas do dia a dia.
Segundo Thiago Godoy, apresentador do Resenha do Dinheiro e educador financeiro, o processo começa antes da escolha de um produto financeiro.
“Aplicar R$ 100 e precisar recorrer ao cartão de crédito ou ao cheque especial para pagar uma despesa básica no fim do mês não representa uma estratégia sustentável”, afirma.
Por isso, Godoy resume o processo em três etapas: organizar, proteger e, depois, investir.
A organização financeira começa por entender quanto dinheiro entra e quanto sai todos os meses. A partir disso, é possível identificar se existe uma margem para poupar e estabelecer um valor que possa ser investido de forma recorrente.
A lógica é criar consistência sem comprometer as despesas essenciais. À medida que a renda aumenta ou o orçamento fica mais folgado, o valor destinado aos investimentos pode ser ampliado.
Reserva de emergência vem antes dos investimentos
Depois de organizar o orçamento, o próximo passo é se proteger de imprevistos. A reserva de emergência serve para cobrir despesas inesperadas, como um problema no carro, um conserto em casa, uma despesa médica ou uma eventual perda de renda.
A recomendação é acumular o equivalente a três a seis meses das despesas mensais. O período, porém, pode variar de acordo com a situação financeira de cada pessoa, destaca Thiago.
“Quem tem uma renda mais estável não precisa de uma reserva muito grande. É diferente de um autônomo. Quem tem filhos precisa de uma reserva maior, porque tem outras pessoas que dependem da renda dela”, explica.
O dinheiro da reserva também tem características diferentes das aplicações voltadas para objetivos de longo prazo. Nesse caso, a prioridade deve ser segurança e liquidez.
Entre as alternativas que podem ser consideradas estão o Tesouro Selic e CDBs com liquidez diária. É importante verificar as características de cada produto antes de investir.
Com o orçamento organizado e a reserva de emergência construída, o investidor pode começar a pensar em uma carteira voltada para diferentes objetivos.
Nesse momento, a escolha do investimento deve considerar o objetivo do dinheiro, quando ele será necessário e o nível de risco que o investidor está disposto a assumir. (CNN)
