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Economia

Inflação mais baixa pode abrir oportunidades para investidores

Os sinais recentes de desaceleração da inflação aumentam expectativas de cortes na Selic, mas volatilidade pressiona preços

Conjuntura Online
04/08/26 às 18h17
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Calculadora e notas de real (Foto: Shutterstock)

A possibilidade de uma inflação mais comportada voltou ao radar do mercado e pode influenciar diretamente as decisões do investidor. 

Apesar disso, especialistas alertam que ainda é cedo para concluir que a inflação seguirá em queda, já que fatores como a volatilidade do petróleo continuam pressionando as perspectivas.

Entre os sinais recentes está o recuo de 1,16% do IGP-M em julho. Em 12 meses, o índice acumula alta de 2,76%, movimento puxado principalmente pela queda dos preços no atacado.

Embora o índice não seja a principal referência para a política monetária, o resultado pode antecipar tendências para a inflação nos próximos meses e, consequentemente, influenciar as expectativas para a trajetória da taxa Selic e o desempenho de diferentes ativos.

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Segundo Marilia Fontes, apresentadora do Resenha do Dinheiro, o recuo do IGP-M foi impulsionado principalmente pelo IPA (Índice de Preços ao Produtor Amplo), componente bastante sensível às commodities.

“O IGP-M é formado por três índices. O IPA caiu bastante por conta do petróleo. Como ele é muito influenciado pelos preços das commodities, costuma ser bem mais volátil que o IPCA”, destaca.

Ela ressalta, porém, que nem toda redução dos custos no atacado chega integralmente ao consumidor.

“Nem toda queda no preço das commodities acaba influenciando o IPCA. Muitas vezes, parte desse movimento é absorvida pelas margens das empresas”.

Apesar do recuo positivo em julho, os especialistas alertam que ainda é cedo para concluir que a inflação seguirá desacelerando de forma consistente.

O comportamento recente do petróleo mostra que um único dado não deve orientar decisões de investimento, avalia Bernardo Pascowitch, fundador e CEO do Yubb.

“Estamos olhando para a leitura de um mês em que houve uma queda importante do petróleo por causa do cessar-fogo no Oriente Médio. Como esse cenário mudou e o petróleo voltou a subir, a próxima leitura pode trazer uma pressão maior”, observa Pascowitch.

Para os investidores, uma inflação mais comportada costuma abrir espaço para cortes na taxa Selic, cenário que tende a beneficiar diferentes classes de ativos.

“Com juros menores, o custo de financiamento das empresas diminui, o que tende a ser positivo para a bolsa. Por isso, acompanhar a inflação é fundamental para tomar decisões de investimento”, afirma Thiago Godoy, educador financeiro.

Ao mesmo tempo, Bernardo destaca que o atual patamar das taxas da renda fixa pode representar uma oportunidade para quem busca investir em títulos públicos.

“Se a inflação continuar se comportando, é um bom momento para aproveitar títulos públicos. Não sabemos até quando essas rentabilidades vão durar. Tanto os títulos prefixados quanto os indexados ao IPCA ainda oferecem taxas bastante atrativas e podem fazer sentido na carteira”, orienta. 

Resenha do Dinheiro

Realizado com o apoio da B3 e da gestora de investimentos BlackRock, o programa é apresentado por Bernardo Pascowitch, fundador e CEO do Yubb, Thiago Godoy, o “Papai Financeiro” e Marilia Fontes, sócia-fundadora da Nord Investimentos; e propõe uma abordagem leve, direta e descomplicada sobre temas ligados a educação financeira e investimentos. A atração aborda semanalmente os principais temas da economia com a informalidade de uma conversa entre amigos — sem abrir mão da análise.

A Resenha do Dinheiro vai ao ar todas as sextas-feiras, às 19h, no canal do CNN Money no YouTube e aos domingos, às 15h, na CNN Brasil. (Com CNN)

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