O dólar opera em queda ante o real nas primeiras negociações desta segunda-feira (31), com noticiário eleitoral e a situação do Oriente Médio no radar dos investidores.
Os preços futuros do petróleo operam em alta acina de 3% nesta segunda-feira, com o recrudescimento dos conflitos, após os Estados Unidos promoverem o primeiro ataque a alvos no Irã pela primeira vez em semanas.
Por volta de 9h55, a divisa norte-americana perdia cerca de 0,35% contra o real, negociado a R$ 5,175 na venda.
O movimento segue a tendência de desvalorização do dólar contra uma cesta de moedas globais, segundo o DXY.
A sessão desta segunda-feira será a ?de definição ?da ?taxa Ptax de fim de mês, o que pode gerar maior volatilidade na ?primeira metade do ?dia.
Calculada pelo Banco Central com base nas cotações ?do mercado à vista, a Ptax serve de referência para a liquidação de contratos futuros.
No fim de ?cada mês, agentes financeiros tentam direcioná-la a níveis mais convenientes às suas ?posições, sejam elas compradas (no sentido de alta das cotações) ou vendidas em dólar (no ?sentido de baixa).
Tensão no Oriente Médio
Irã e Estados Unidos trocaram ataques pela primeira vez em mais de um mês na noite de domingo (30) para segunda-feira (31), em uma sequência de ações que ameaça reacender o conflito, após semanas de relativa calmaria militar.
O Irã lançou mísseis contra alvos militares dos EUA na Jordânia em retaliação a um ataque americano contra lançadores de foguetes iranianos que, segundo os Estados Unidos, estavam sendo preparados para lançar minas marítimas no Estreito de Ormuz — principal rota de navegação que se tornou o centro das tensões regionais e dos esforços diplomáticos.
Mais tarde, na manhã de segunda-feira, os Emirados Árabes Unidos informaram que haviam interceptado um drone que se aproximava do país vindo do Irã, sobre suas águas territoriais.
A troca de ataques ocorreu poucos dias depois de o presidente Donald Trump declarar que o Estreito de Ormuz estava livre de minas e representa uma ruptura com a recente mudança de foco de Washington para aumentar a pressão econômica sobre o Irã, em vez de realizar ações militares. (Da Reuters)
