A conta de energia elétrica pode ficar bem mais cara para os moradores de Mato Grosso do Sul em 2026. A proposta em análise indica um reajuste médio de 12,61% para os cerca de 1,15 milhão de consumidores atendidos pela Energisa no estado — um aumento que chama atenção por ser muito superior ao aplicado no ano passado e também à inflação recente.
A recomendação, segundo o jornal Correio do Estado, foi elaborada pela área técnica da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), que avalia anualmente os custos do setor para definir os novos valores das tarifas. Em 2025, o reajuste médio ficou em apenas 1,33%, o que evidencia o salto previsto para este ano.
Além disso, o percentual proposto supera com folga a inflação registrada em Campo Grande. Dados mais recentes apontam que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulado em 12 meses ficou em torno de 2,13%, o que torna o aumento da energia cerca de seis vezes maior.
Embora o índice médio seja de 12,61%, os percentuais variam conforme o tipo de consumidor. Para clientes de baixa tensão, como residências, a previsão é de aumento de 12,49%. Já para os de alta tensão, caso de indústrias e grandes estabelecimentos, o reajuste pode chegar a 12,88%.
Os números ainda não são definitivos. A palavra final será da diretoria colegiada da Aneel, que deve analisar o relatório com os novos valores tarifários. A decisão está prevista para os próximos dias, e, se aprovada, a nova tarifa passa a valer logo em seguida.
Entre os fatores que costumam influenciar esse tipo de reajuste estão os custos com distribuição de energia e encargos do setor elétrico. No entanto, os detalhes específicos que levaram a um aumento mais elevado neste ano não foram explicitados na análise técnica.
