A economia de Jaraguari ganha um novo vetor de crescimento com a instalação de uma usina de etanol à base de milho e sorgo, empreendimento que promete reforçar a industrialização no interior de Mato Grosso do Sul e ampliar a participação do Estado no mercado de biocombustíveis.
O projeto, viabilizado após a liberação da licença ambiental, prevê investimento de R$ 300 milhões e uma estrutura capaz de processar até 500 toneladas de matéria-prima por dia.
A estimativa é de uma produção anual que pode chegar a 200 mil metros cúbicos de etanol, inserindo o município em uma cadeia produtiva de alto valor agregado.
Mais do que um novo empreendimento, a usina surge como peça estratégica para dinamizar a economia local. A expectativa é de geração de empregos diretos e indiretos, estímulo ao comércio e serviços e fortalecimento da infraestrutura urbana, em um movimento que tende a atrair novos investimentos ao entorno industrial.
No cenário estadual, o avanço reforça o posicionamento de Mato Grosso do Sul como um dos principais polos emergentes de bioenergia do país. A cadeia do etanol de milho, em especial, tem ganhado força ao integrar produção agrícola e indústria, ampliando a competitividade do agronegócio sul-mato-grossense.
Ambiente favorável
Autoridades destacam que o ambiente favorável aos negócios, aliado à agilidade nos processos de licenciamento, tem sido determinante para a atração de grandes empreendimentos. O projeto em Jaraguari se soma a uma política mais ampla de incentivo à industrialização, com investimentos em logística e estruturação de polos industriais.
A nova planta amplia um movimento já em curso no Estado, que conta com unidades em operação em cidades como Sidrolândia, Dourados e Maracaju. Com isso, Mato Grosso do Sul consolida sua presença no setor de etanol de milho e avança na diversificação da matriz econômica, com foco em energia limpa e desenvolvimento regional.
