A Receita Federal arrecadou R$ 86,4 bilhões com o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) em 2025. O desempenho representa uma alta de 20,54% em comparação ao acumulado de 2024. É o maior patamar da série histórica.
De acordo com o Fisco, o desempenho é resultado de uma combinação de fatores, que vão desde as operações relativas à saída de moeda estrangeira, a crédito destinado a pessoas jurídicas e referentes a títulos ou valores mobiliários, sobretudo em decorrência do decreto do governo federal que aumentou alíquota do tributo sobre diversas operações.
O chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita Federal, Claudemir Malaquias, afirmou que a arrecadação do IOF oriunda das mudanças legislativas fechou 2025 acima do esperado, em R$ 12 bilhões. Inicialmente, quando o decreto foi publicado em junho do ano passado, a estimativa era arrecadar R$ 10 bilhões a mais com o decreto.
Relembre o caso do IOF
No 1° relatório bimestral de 2025, publicado em maio, a equipe econômica anunciou o aumento do IOF para cumprir a meta fiscal de 2025. Na ocasião, o governo estimava arrecadar R$ 20 bilhões com a medida.
Por causa da repercussão negativa da medida no mercado financeiro e entre parlamentares, o governo federal fez ajustes no decreto presidencial, a partir de negociações com o Congresso Nacional. As mudanças alteraram as projeções da Receita Federal.
Em junho, antes do decreto presidencial ser derrubado pelo Congresso Nacional, a equipe econômica estimava arrecadar cerca de R$ 12 bilhões com a medida. Com a decisão dos congressistas, a AGU (Advocacia-Geral da União) recorreu ao STF, que mediou uma audiência de conciliação entre o Executivo e o Legislativo.
Sem um consenso entre os poderes, o ministro Alexandre de Moraes determinou o retorno da eficácia do decreto que aumentou a alíquota do IOF, mas retirou a vigência do imposto sobre o risco sacado. (Com CNN - Brasília)
