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Economia

Agência informa alta de 55% no querose de aviação pela Petrobras 

Reajuste ocorre em meio à alta do petróleo no mercado internacional, impulsionada pela guerra envolvendo Estados Unidos e Israel contra o Irã

Conjuntura Online
01/04/26 às 10h07
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Sede da Petrobras, no Rio de Janeiro (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)

A Petrobras elevou o preço médio de venda do QAV (querosene de aviação) em cerca de 55% para as distribuidoras em abril, segundo informações da agência Reuters.

Os ajustes do QAV da Petrobras ocorrem todo começo de mês, conforme previsto em contratos. O g1 procurou a Petrobras para confirmar o reajuste e também solicitou posicionamento da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis).

Até a última atualização desta reportagem, porém, não havia recebido resposta.

Nesta semana, o Grupo Abra, holding que controla a companhia aérea Gol, também informou que a Petrobras elevaria os preços do querosene de aviação em 55% a partir desta quarta-feira (1º).

Segundo a empresa, o reajuste ocorre em meio à alta do petróleo no mercado internacional, impulsionada pela guerra envolvendo Estados Unidos e Israel contra o Irã.

Em março, o reajuste havia sido de 9,4%, também em decorrência dos preços do barril do petróleo no mercado internacional neste ano.

Se confirmado, o aumento pode ampliar a pressão sobre o setor aéreo brasileiro, em um momento em que duas das maiores companhias do país, Gol e Azul, ainda se recuperam de processos recentes de reestruturação de dívidas.

O querosene de aviação é um dos principais custos das companhias aéreas. No Brasil, ele representa mais de 30% das despesas operacionais do setor. A Petrobras, maior produtora de petróleo do país, responde pela maior parte do refino e pela oferta desse combustível no mercado nacional.
Nesta quarta-feira, o preço do barril de petróleo tipo Brent caía 1,80%, a US$ 102,10, por volta das 10h13. Ontem, o combustível fechou em US$ 103,97.

Desde o início da guerra, o preço do barril de petróleo saltou de cerca de US$ 60 para mais de US$ 115. Com isso, o produto caminha para encerrar março com a maior alta desde 1990.

Tarifas mais altas
A alta do combustível, associada à tensão no Oriente Médio, tem afetado companhias aéreas em diferentes países. Com custos maiores, empresas do setor tendem a repassar parte desse impacto para as passagens ou revisar suas projeções financeiras.

O diretor financeiro da Abra, Manuel Irarrazaval, afirmou que o aumento anunciado pela Petrobras para abril será “moderado” quando comparado à alta observada no mercado internacional.

Segundo ele, a política de reajustes mensais ajuda as companhias aéreas a lidar com variações nos custos ao longo do tempo.

Ainda assim, o executivo disse, em conferência com analistas, que a empresa pode precisar elevar os preços das passagens sempre que o combustível ficar mais caro. De acordo com ele, um aumento de US$ 1 por galão no preço do querosene de aviação pode exigir uma alta de cerca de 10% nas tarifas. (Com g1 - SP)

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