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Parasitas & Marquinhos & pelegos & rachadinhas

25/08/2023 - 10h51

OXIGENADAS:  Vale a penal assistir as sessões da Assembleia Legislativa. O nível dos debates apresenta sensível melhora pelos temas abordados e graças a postura dos parlamentares. Outra inovação é a liberdade, sem ferir a ética e o regimento, que o presidente Gerson Claro (PP) concede aos colegas evitando assim tensões.


REQUENTADO: Extinto no Governo Temer – Lula quer a volta do imposto sindical (criado por Getúlio Vargas) mas com o nome de contribuição. Antes o custo anual para cada trabalhador era de R$100,00 e agora pode chegar a R$390,00 (incluindo o 13º). Contradição do Governo que fala em ‘modernidade’ na defesa da Reforma Tributária.


PELEGOS: Quem estaria errado – nós ou eles? Temos ainda mais de 11 mil sindicatos contra 191 dos Estados Unidos, 168 do Reino Unido e 91 da Argentina que tem tradição do trabalhismo desde a época de Peron. No fundo a jogada é fortalecer os sindicatos e as federações que cuidam menos dos direitos dos associados e mais das causas políticas.


PARASITAS: Pelo IBGE no MS são 101 mil e no país 18 milhões de jovens de 15 a 29 anos que não estudam e não trabalham. Ignoram que seus pais não são eternos; estão despreparados para produzir e gerar renda. Dentre 37 países o Brasil ocupa o 2º lugar neste ranking. Indago: Como eles vão se sustentar? Esperando o maná cair do céu?


POTÊNCIA: Acerta o deputado Marcio Fernandes (MDB) ao batizar Campo Grande de ‘A Capital do Agro’. A área rural (de Rochedo a Nova Alvorada do Sul) é produtiva,  diferente de todas capitais. E ainda temos um dos maiores frigoríficos bovinos do país gerando renda. Daí, a capital não se resume a sua bela paisagem arquitetônica urbana.


DETALHES: Com 8.062.978 km² Campo Grande é o 7º município em área territorial,  atrás de Corumbá (64.43.363 km² - 18,00% do território de MS), Porto Murtinho ( 17.505.000 km²), Ribas do Rio Pardo ( 17.315.283 km²) , Aquidauana (17.087.000 km²), Três Lagoas (10.217.000 km²) e Rio Verde de Mato Grosso (8.173.000 km²).


IRONIA:  Paralelamente às denúncias, a pratica das rachadinhas não parou por esse mundão de meu Deus. Os empresários fornecedores e prestadores de serviço são reféns e cúmplices do ‘sistema’ que escolhe o parceiro que concordar em devolver por fora o maior valor em dinheiro ao gestor. Sem inocentes! O jogo é bruto.


MARQUINHOS TRAD:  Duas notícias: uma boa e outra ruim. A primeira se refere a decisão do STJ que trancou a ação por denúncia de assédio sexual. A segunda prende-se a decisão do Tribunal de Contas que excluiu o ex-prefeito do termo de ajustamento de gestão que assinará com a prefeitura da capital referente ao furo de R$386 milhões com despesas de pessoal em 2021/2022.


PREVISÕES:  Pelo andar da carruagem o ex-prefeito Marquinhos levará adiante seu projeto de disputar a vereança em 2024. Aliás, ele já é visto de madrugada conversando com os frequentadores da Ceasa e jogando ‘futebol terrão’ nas vilas.  De alguma forma sua presença no pleito poderá provocar alterações no cenário eleitoral.


‘RENOVAÇÃO’: No MDB do MS vigora o conselho do outro italiano, Giuseppe Tomasi di Lampedusa de que “algo deve mudar para que tudo continue como está”. A eleição do ex-senador Moka para a presidência da sigla mostra a carência de renovação que tem ecoado negativamente nas urnas. Sempre os mesmos. 


SIMONE TEBET: Sem protagonismo aqui e fritada pelo Planalto - a ministra do Planejamento e Orçamento usou o espaço na mídia ao defender a prisão do passaporte de Bolsonaro. Isso aumentou sua rejeição junto aos seus ex eleitores de outros tempos. A nomeação do presidente do IBGE mostrou o esvaziamento da função dela. É o preço.


JERSON DOMINGOS: “Hoje estimamos 35 mil crianças fora das creches. Tecemos as críticas, não deixo de incorporar o sentimento político após 20 anos de atuação aqui na ALEMS, mas agora representando a sociedade e o TCE, a maneira mais concreta é trabalhar para ofertar às crianças as garantias que todas as leis oferecem. Sem creche a mãe não pode trabalhar e angariar uma vida melhor...(-)”.


BRAGA NETO: Tem carisma? Agrega? Convence? Não me consta que esse general tenha bagagem e experiência para conseguir pacificar, unir, motivar o pessoal da direita, parte sonhadores – outros neófitos na sinuosa estrada da política. O papo de ‘ordem unida’ não funciona na política. Vigora o jogo de cintura, o abraço e o diálogo.


PERGUNTO: Será que os políticos, adversários da esquerda, não conseguem se articular libertando-se do estigma do militarismo para disputar as eleições? Convenhamos: a distância de postura entre militares e o cidadão comum é oceânica. E como esquecer as ‘peripécias’ de militares no Governo Bolsonaro? ‘Joinha’.


QUESTÕES: Entre os deputados rotulados da direita no MS há mais diferenças do que identidades. Cada um com seu projeto. Impera o individualismo.  Nota-se  -  a prefeitura da capital é o sonho de consumo deles. Mas aí vem a questão: eles têm grupo político? E a estratégia de ‘mito’, de ‘salvador de pátria’ parece estar desgastada.


ARTICULADOS:. Não por acaso Dagoberto Nogueira (PSDB) cumpre o 4º mandato; Vander Loubet (PT) emplacou o 6º mandato na Câmara Federal, lidera a nossa bancada e trata os colegas sem discriminar. Agora com a sua varinha mágica, Vander liberou as  emendas dos bolsonaristas Luiz Ovando (PP) e de Marcos Polon (PL). Isso é política. 


REAÇÃO: Ganhando musculatura política a prefeita Adriane Lopes (PP) da nossa capital. Vai aos poucos fortalecendo sua imagem junto a opinião pública - pois tem mecanismos para agregar novos apoios políticos. É voz geral que ela está com muito gás e disposta para chegar forte ao segundo turno em 2024.


MARÇAL FILHO: O papo entre o ex-governador Reinaldo Azambuja (PSDB) e o ex-deputado Marçal Filho (PP) rendeu poucas linhas na mídia. O convite para ingressar no PSDB foi feito por Reinaldo.  Marçal confirmou a candidatura a prefeito de Dourados e só escolherá a nova sigla no início de 2024.  A deputada tucana Lia Nogueira torce para a vinda de Marçal.


PILULAS DIGITAIS:

Ninguém chega ao poder impunemente. Nem sai dele.

Está bem, estamos todos no mesmo barco. Mas, e a água? (Millôr)

Se alguém duvidava, não tem mais jeito: Putin não é pudim não!

O bom de ser ‘cinquentão’ é que não há provas de nossos erros nas redes sociais.

Todos lutamos por direitos iguais aos que estão por cima. (Millôr)

Perplexidade tem hora. O problema é que até os relógios andam perplexos. (Fraga)

Não saio de dentro de mim nem para pescar.  (Manoel de Barros)

Tentei fugir de mim, mas onde eu ia eu estava. ( Tiririca)

É falsa a notícia que Wassef comprará a Eletrobrás e a devolverá à União.

Agora sabemos porque Putin não tem inimigos na Rússia.

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