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Política

Desgastada em MS, Simone Tebet é avaliada pelo Planalto para São Paulo

Com a recusa de Fernando Haddad e Geraldo Alckmin na vice, ministra do Planejamento pode enfrentar Tarcísio de Freitas

Conjuntura Online
13/01/26 às 09h45
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Simone Tebet entra no radar de Lula para disputar governo de SP. (Foto: Reprodução)

O Palácio do Planalto passou a incluir a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (MDB-MS), no conjunto de nomes avaliados para a disputa pelo governo de São Paulo em 2026.

A movimentação ocorre no contexto das articulações iniciais do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para enfrentar a provável tentativa de reeleição do atual governador Tarcísio de Freitas.

Com base eleitoral em Três Lagoas, onde foi prefeita, Simone Tebet saiu derrotada na disputa presidencial de 2022 e acabou perdendo espaço político em Mato Grosso do Sul após fazer críticas duras a Lula no primeiro turno e, posteriormente, declarar apoio ao petista no segundo turno.

Até o momento, o movimento da ministra indica o interesse em tentar uma cadeira no Senado, onde já atuou. 

Nos bastidores, a avaliação é de que o favoritismo de Tarcísio nas pesquisas antecipadas força o governo federal a pensar em alternativas capazes de dialogar com diferentes segmentos do eleitorado paulista.

Nesse cenário, Simone Tebet surge como um nome com perfil de centro, histórico de trânsito político amplo e capacidade de ampliar alianças para além do campo tradicional da esquerda.

A ministra é vista como uma opção estratégica justamente por não estar diretamente associada às disputas internas do PT em São Paulo. Sua trajetória no MDB e a participação no governo Lula desde o início do mandato são apontadas como fatores que poderiam facilitar a construção de uma candidatura competitiva em um estado historicamente resistente ao lulismo.

A sucessão paulista, no entanto, segue em aberto. Outros nomes continuam circulando nas discussões internas, entre eles o do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que já disputou o governo estadual, e o do vice-presidente Geraldo Alckmin, figura com forte capital político em São Paulo.

Interlocutores do Planalto ponderam que qualquer definição ainda depende do cenário nacional, do desempenho do governo federal até 2026 e da própria estratégia de Lula para o tabuleiro eleitoral.

Por ora, a inclusão de Simone Tebet nas conversas indica que o governo busca ampliar o leque de opções e evitar uma candidatura única antes da consolidação do quadro político no maior colégio eleitoral do país.

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