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Política

Rejeição de Lula chega a 57% e supera a avaliação do governo comunista

Levantamento mostra deterioração contínua da avaliação pessoal do presidente

Conjuntura Online
28/01/26 às 13h24
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Lula durante ato político do PT em foto de arquivo.

A rejeição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) atingiu 57% e passou a ser maior do que a desaprovação registrada pela própria gestão federal, segundo levantamento do PoderData.

O dado, conforme o portal Infomoney, expõe um cenário de desgaste pessoal do chefe do Executivo que se aprofunda às vésperas do ciclo eleitoral de 2026 e coloca o presidente em posição mais frágil do que o governo que lidera.

A pesquisa indica que apenas 34% dos brasileiros aprovam o desempenho pessoal de Lula, enquanto 53% desaprovam a atuação do governo federal e 41% o avaliam de forma positiva.

O contraste revela um descolamento entre a figura do presidente e a percepção sobre sua administração, sugerindo que a resistência ao petista é mais pessoal do que institucional.

O ritmo de deterioração da imagem presidencial chama atenção. Em menos de dois anos, entre março de 2024 e janeiro de 2026, a distância entre aprovação e desaprovação de Lula praticamente dobrou. O saldo negativo, que era de 11 pontos percentuais, passou para 23 pontos, sinalizando um desgaste contínuo e consistente.

Enquanto isso, a avaliação do governo segue um movimento diferente. Após piorar a partir de setembro de 2025, os índices voltaram a patamares próximos aos registrados no início do mandato, em janeiro de 2023. Esse comportamento distinto reforça a percepção de que a insatisfação se concentra mais na figura do presidente do que na gestão como um todo.

Públicos distintos

Os recortes demográficos ajudam a identificar onde Lula ainda mantém apoio. A aprovação é mais alta entre mulheres, jovens de 16 a 24 anos e moradores do Nordeste, além de eleitores com menor escolaridade e renda familiar entre dois e cinco salários mínimos.

Já a desaprovação se concentra entre homens, eleitores de 25 a 44 anos, moradores do Centro-Oeste e brasileiros de renda mais elevada. Entre aqueles com renda familiar acima de cinco salários mínimos, quase sete em cada dez dizem desaprovar o presidente, um dos índices mais altos do levantamento.

Metodologia

A pesquisa ouviu 2.500 pessoas em 111 municípios, distribuídos por todas as unidades da Federação, entre os dias 24 e 26 de janeiro de 2026. As entrevistas foram realizadas por telefone. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.

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