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Política

Pressionado por vereadores, secretário não dá prazo para acabar com buracos 

Presidente Papy cobra soluções e entrega plano emergencial à Prefeitura; CPI para investigar serviços de tapa-buracos também avança no Legislativo

Conjuntura Online
28/10/26 às 14h51
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Documento foi entregue ao presidente da Câmara, Epaminondas Neto, o Papy. (Foto: Câmara)

A situação das ruas de Campo Grande aumentou a pressão sobre a Prefeitura nesta terça-feira (27).

Convocado pela Câmara Municipal, o secretário da Sisep (Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos), André de Moura Brandão, enfrentou cobranças dos vereadores e admitiu não ter prazo definido para acabar com os buracos na Capital.

Durante a sabatina, os parlamentares questionaram a demora nos reparos, a qualidade do asfalto e a aplicação dos recursos públicos.

Pressionado sobre quando o problema será resolvido, o secretário respondeu que será "o mais breve possível", sem apresentar uma data.

O presidente da Câmara, vereador Epaminondas Neto, o Papy, formalizou a entrega de um Plano Emergencial de Recuperação Viária, cobrando medidas imediatas, fiscalização e transparência.

Ele lembrou que os vereadores já apresentaram mais de 9 mil solicitações de tapa-buracos somente no primeiro semestre deste ano.

O documento estabelece prazo de 72 horas para apresentação de um plano de ação, sete dias para divulgação dos pontos críticos e 15 dias para prestação de contas dos serviços executados.

Brandão justificou as dificuldades citando as chuvas, a suspensão de contratos e o envelhecimento da malha asfáltica. Segundo ele, 53% do asfalto da Capital tem mais de 30 anos e necessita de recapeamento. Atualmente, 12 frentes de trabalho atuam nos reparos.

A qualidade dos serviços também foi alvo de críticas. O secretário relatou um caso no Aero Rancho em que 20 buracos reapareceram no mesmo dia após a aplicação inadequada da massa asfáltica.

CPI aumenta pressão sobre a Prefeitura

Além das cobranças, a Câmara analisa a abertura de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar contratos, gastos e a execução dos serviços de tapa-buracos.

O requerimento, apresentado pela vereadora Luiza Ribeiro, já recebeu a assinatura dos 29 parlamentares e aguarda parecer da Procuradoria Jurídica da Casa.

A possível investigação amplia a pressão sobre a administração municipal, que ainda não apresentou um prazo definitivo para solucionar um dos principais problemas enfrentados pelos motoristas de Campo Grande.

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