O ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho (Republicanos) está impedido de votar no segundo turno das eleições presidenciais, realizado neste domingo (25).
A restrição foi mantida pelo TRE-RJ (Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro), que derrubou uma decisão provisória que havia permitido ao político participar do primeiro turno.
O impedimento decorre de uma condenação por improbidade administrativa que determinou a suspensão dos direitos políticos de Garotinho por oito anos.
Segundo a Justiça Eleitoral, o prazo começou a ser contado em julho de 2025, quando a condenação se tornou definitiva, e segue até 2033.
A defesa do ex-governador sustentava que a suspensão deveria ser contada a partir de 2018, ano da condenação.
Com esse entendimento, o período de restrição já teria terminado. A interpretação, porém, não foi acolhida pela Justiça Eleitoral.
Garotinho conseguiu votar no primeiro turno, em 4 de outubro, porque estava amparado por uma liminar. A autorização foi posteriormente revogada, mas o voto registrado naquela ocasião foi preservado.
Candidatura também foi barrada
A situação jurídica do ex-governador também teve consequências na disputa pelo governo do Rio de Janeiro. No dia 8 de outubro, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) manteve o indeferimento de sua candidatura e determinou a anulação dos 274.411 votos que ele havia recebido.
Com a exclusão desses votos, a Justiça Eleitoral realizou uma nova totalização do resultado, que confirmou a eleição de Douglas Ruas (PL) ainda no primeiro turno.
A condenação que originou a suspensão dos direitos políticos está relacionada a irregularidades no programa Saúde em Movimento, durante a gestão de Rosinha Garotinho no governo fluminense.
Nas redes sociais, Garotinho criticou a decisão e afirmou que pretende recorrer para tentar recuperar o direito de votar.
Com a restrição mantida, o ex-governador não poderá participar da votação presidencial deste domingo. (G1)
