Flávio Bolsonaro (PL) afirmou neste domingo (4), logo após votar no Rio de Janeiro, que espera receber votos de eleitores que até a reta final da campanha pretendiam escolher outros candidatos à Presidência.
Segundo ele, levantamentos internos do partido indicariam uma migração de votos neste primeiro turno.
O candidato classificou esse movimento como um “voto de revolta” e afirmou acreditar que parte do eleitorado decidiu concentrar o voto em sua candidatura. Os dados das pesquisas internas mencionadas pelo senador, porém, não foram apresentados durante a declaração.
Flávio votou por volta das 8h deste domingo na Escola Municipal Barão Homem de Melo, em Vila Isabel, na zona norte do Rio de Janeiro. Ele chegou ao local acompanhado da mulher, Fernanda Bolsonaro, e foi recebido por apoiadores.
Também acompanharam o presidenciável o candidato ao governo do Rio Douglas Ruas (PL) e os candidatos ao Senado Carlos Jordy (PL) e Carlos Portinho (PL).
Depois de votar, Flávio voltou a direcionar críticas ao presidente Lula (PT). Citou impostos e o preço dos alimentos e afirmou que uma eventual reeleição do petista resultaria em novas indicações para o STF (Supremo Tribunal Federal).
O candidato também disse que a imprensa poderia ser perseguida, mas não apresentou elementos que sustentassem essa afirmação.
O discurso pela concentração de votos em sua candidatura já vinha sendo adotado nos últimos dias da campanha. Na reta final, Flávio passou a pedir o chamado voto útil entre eleitores de outros candidatos, especialmente após o cancelamento do debate da TV Globo.
A disputa chega ao primeiro turno com diferença apertada nas pesquisas. Datafolha divulgado neste sábado (3) mostrou Lula com 45% dos votos válidos e Flávio com 42%. Como a margem de erro é de dois pontos percentuais, os dois aparecem tecnicamente empatados. O levantamento ouviu 4.006 eleitores e está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número BR-01708/2026. (Com informações do Jornal de Brasília)
