A possibilidade de voltar a pagar para estacionar no Centro de Dourados voltou à mesa e já acende alerta entre motoristas e comerciantes.
A Prefeitura prepara o envio de um projeto para retomar o sistema de parquímetro — suspenso após o fim do contrato anterior, que não foi renovado diante de uma enxurrada de reclamações.
A discussão ganhou força na segunda-feira (4), durante reunião do prefeito Marçal Filho com empresários, que pressionam pela retomada da cobrança antes do período de vendas de fim de ano.
A principal queixa é a falta de vagas: veículos estacionados o dia inteiro estariam afastando consumidores e prejudicando o comércio.
Nos bastidores, o recado é claro: sem rotatividade, o cliente não para — e o comércio perde.
O prefeito confirmou que um novo projeto de lei está em fase final e deve ser encaminhado à Câmara. Apesar disso, evitou cravar prazos e ressaltou que o texto ainda passará pelo crivo dos vereadores.
“Não há como adiantar neste momento. O projeto ainda será analisado e pode sofrer alterações”, afirmou.
Contrato não renovado pelo desgaste
Marçal também lembrou que o antigo contrato não foi renovado justamente pelo desgaste com a população. Entre os principais problemas apontados estavam a dificuldade para comprar créditos e falhas no atendimento.
A promessa agora é de um modelo mais moderno — com tecnologia para pagamento digital e menos dependência de operadores nas ruas. Ainda assim, a retomada do sistema deve vir acompanhada de um ponto sensível: a cobrança pelo uso das vagas.
Além da organização do trânsito, a futura concessão também deve garantir retorno financeiro aos cofres públicos e exigir investimentos contínuos da empresa responsável.
Enquanto isso, comerciantes defendem urgência. A avaliação é de que, sem controle, o Centro perde competitividade para bairros que já concentram serviços e oferecem mais facilidade para estacionar.
Outro problema citado é a ocupação irregular de vagas especiais, como as destinadas a idosos e pessoas com deficiência, muitas vezes usadas sem fiscalização.
Com o projeto prestes a chegar à Câmara, o tema promete esquentar o debate: de um lado, a necessidade de organizar o trânsito e impulsionar o comércio; do outro, a resistência de motoristas diante da volta da cobrança.
