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Cruzeiro revela belezas do Pantanal com conforto e até aparição de onça-pintada

Os passeios de contemplação e vivência ocorrem no período da piracema, quando a pesca cessa por lei para que ocorra a piracema

27/11/2023 - 16h27

Corumbá (MS) 

Por Silvio de Andrade 

As imagens no trajeto são de tirar o fôlego (Foto: Silvio de Andrade )

De novembro a janeiro, os barcos-hotéis que proporcionam a melhor pesca esportiva na modalidade de pesque e solte no Pantanal oferecem pacotes diferenciados para quem quer curtir a natureza. São os cruzeiros fluviais, partindo de Corumbá, a capital desse ecossistema fantástico, em busca de grandes emoções e experiências navegando pelo Rio Paraguai e descortinando paisagens de tirar o fôlego no encontro com a majestosa Serra do Amolar.


Os passeios de contemplação e vivência ocorrem no período da piracema, quando a pesca cessa por lei para que ocorra a piracema (processo natural de reprodução dos peixes) sem impactos ambientais, garantindo, assim, o equilíbrio e manutenção do estoque pesqueiro. É época, também, de ninhais com filhotes de aves, dentre as quais o tuiuiú, ave símbolo do Pantanal. E concentração de bandos de garças, gaivotas, colhereiros, patos selvagens, biguás.


O turista tem dois roteiros: água e terra. O primeiro, sobe o Rio Paraguai até a Serra do Amolar, com suas áreas de proteção ambiental, baías de água cristalina, vitória-régia e comunidades tradicionais. O segundo, desce o mesmo rio até o Porto da Manga e inclui safári pela Estrada-Parque no Pantanal da Nhecolândia, lugar de maior concentração de animais e passagem de comitivas de gado. São passeios de até quatro dias, incluindo city tour pela histórica Corumbá.


Conforto, boa comida


“Adorei, passaria mais dois dias”, afirma a aposentada Enilda Souza Teixeira, 59, de Porto Alegre, que fez o roteiro água na companhia do marido, Marco Valério. “Passeios ótimos, comida maravilhosa, atendimento excelente, melhor do que em hotel”, completa. “Lugar deslumbrante, o conforto do barco-hotel facilita a viagem longa e a paisagem é incrível”, expressa Paulo Ferreira, 43, mineiro, militar do Exército, morando há dois anos em Corumbá.


Quando o barco-hotel zarpa do porto da cidade, o agente da operadora logo dá a dica do primeiro dia: curta a embarcação, conheça cada espaço preparado para oferecer o melhor em acomodação e serviços de cozinha, bar, piscinas, salas de jogos e tv e botes para passeios com guias de turismo (piloteiros). Agora, a internet funciona 24h, mas não há tempo para o celular: logo surge o por do sol margeando o rio para celebrar a viagem a dois ou em família.


O barco navegou a noite inteira por 200 km e o segundo dia do roteiro água leva o visitante a um passeio de 12 km pelo rio até a RPPN (Reserva Particular do Patrimônio Natural) Acurizal, na divisa dos pantanais de Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, logo cedo. Chegando à antiga fazenda, duas opções: andar de caiaque ou curtir a trilha do por do sol de 2km em meio a uma mata fechada. No retorno à nave mãe, jantar com direito a pacu assado e caldo de piranha.


E a onça apareceu


À tarde, teve aula na cozinha do barco de produção de chipa, iguaria do Paraguai incorporada pela gastronomia sul-mato-grossense; visita a comunidade de mulheres artesãs da Barra do São Lourenço e ao Parque Nacional do Pantanal. No retorno, a contemplação do pôr do sol dourado refletindo-se no rio e se contrastando com a morraria do Amolar, onde se destaca a grande pedra em formato de buda. O passeio aguça a curiosidade do visitante: e a onça-pintada? 


O terceiro dia amanhece nublado e todos seguem para o estreito e sinuoso Paraguai-Mirim, afluente do Rio Paraguai. É período de águas baixas no Pantanal e somente a “leitura” da água pelo guia de turismo para “enxergar” o canal, cruzando camalotes que se concentram no rio. O passeio inclui visita ao Zé Meleta, ribeirinho vendedor de mel colhido nas matas, e ao ninho de tuiuiú com dois filhotes. “Onça? Na seca ela não ronda muito as nossas casas”, diz o morador.


O comboio de botes segue até a Baía do Cervo para banho nas águas transparentes. Na volta, a onça-pintada estava lá, no barranco, e foi avistada por alguns visitantes. O almoço foi um churrasco pantaneiro ao ar livre e o passeio finalizou na Baía do Castelo para observar o pôr do sol. Mais uma surpresa: surge o saxofonista Everton Duarte para interpretar músicas regionais, como Chalana (Mário Zan) e Comitiva Esperança (Almir Sater) no meio da baia, entre revoada de pássaros. No quarto dia, desembarque em Corumbá com city tour.

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