O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Dias Toffoli determinou nesta quarta-feira que todos os materiais apreendidos durante a nova fase da Operação Compliance Zero sejam "lacrados" e "acautelados" nas dependências do STF (Supremo Tribunal Federal) até "ulterior determinação".
A operação tem o objetivo de aprofundar as investigações sobre as supostas fraudes financeiras praticadas pelo Banco Master, de Daniel Vorcaro. Ele foi alvo de mandado de busca e apreensão junto com outros empresários e investidores.
Os agentes apanharam hoje em 42 endereços dos investigados carros e relógios de luxo, montante de dinheiro em vivo (R$ 97 mil), um revólver, além de documentos, celulares e notebooks.
Na decisão, Toffoli também pediu explicações do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, sobre a "inobservância expressa e deliberada" da sua decisão de deflagradar a operação entre 12 e 13 de janeiro.
"DETERMINO, ainda, que o DIRETOR-GERAL do DEPARTAMENTO DE POLÍCIA FEDERAL, no prazo subsequente de 24 horas, informe a esta Corte a razão do descumprimento da ordem por mim anteriormente exarada para cumprimento das medidas em prazo legal estabelecido", escreveu o ministro do Supremo.
O que diz a defesa de Vorcaro
Em nota, a defesa de Daniel Vorcaro disse que ele tem "colaborado integral e continuamente com as autoridades competentes". "Todas as medidas judiciais determinadas no âmbito da investigação serão atendidas com total transparência", afirma o texto.
Os advogados dizem ainda que Vorcaro permanece à disposição para prestar esclarecimentos sempre que solicitado, "reforçando seu interesse no esclarecimento completo dos fatos e no encerramento célere do inquérito". (Com O Globo - Brasília)
