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Tenente-coronel preso por matar a esposa se aposenta com salário integral

Oficial é investigado por feminicídio e fraude processual e está preso preventivamente

Conjuntura Online
02/04/26 às 17h12
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O tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos. (Foto: Reprodução)

A PM-SP (Polícia Militar de São Paulo) publicou nesta quinta-feira (2) uma portaria de inatividade que manda para a reserva o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, preso sob acusação de feminicídio pela morte da esposa, a PM Gisele Alves Santana.

A portaria assinada apenas Diretoria de Pessoal da PM diz que, pela lei, Geraldo Neto tem o direito da aposentadoria pelos critérios proporcionais de idade, com vencimentos integrais.

Ou seja, mesmo aposentado, ele continuará recebendo o salário que – no mês de fevereiro de 2026, antes da prisão – foi de R$ 28,9 mil brutos, segundo o site da Transparência do Governo de São Paulo.
Com os critérios de proporcionalidade da idade atual dele, de 53 anos, o salário de aposentado do tenente-coronel deve ficar em torno de R$ 21 mil, segundo cálculos feitos pela reportagem.

O pedido de aposentadoria foi feito pelo próprio tenente-coronel à corporação.

A PM afirma que a aposentadoria não faz com que o tenente-coronel escape do processo de expulsão da corporação, aberto pela Corregedoria contra o oficial. A aposentadoria pode ser questionada na Justiça.

Mas fontes consultadas pelo g1 e TV Globo dizem que, uma vez aposentado, ele pode perder a patente, mas não o direito ao dinheiro da aposentadoria conquistada por tempo de serviço.

"O inquérito policial militar que apura a morte da soldado Gisele Alves Santana está em fase final e será encaminhado ao Judiciário. O oficial permanece preso preventivamente por decisão judicial, após representação da Corregedoria da PM. Além disso, o inquérito da Polícia Civil já foi concluído e encaminhado à Justiça, com pedido de prisão, que também já foi cumprido. A PM reafirma seu compromisso com a legalidade, a disciplina e a preservação dos valores que regem a atividade policial militar", disse a corporação. (Com G1)

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