A escalada de violência atribuída a uma disputa entre grupos criminosos levou as forças de segurança a uma grande ofensiva nesta terça-feira (14) em Nova Andradina e Batayporã, informa reportagem do portal MídiaMax.
Com apoio de helicóptero e equipes especializadas, a operação busca desarticular envolvidos em uma sequência de crimes que assustou moradores da região do Vale do Ivinhema.
Batizada de Operação Liberdade Duradoura, a ação é coordenada pela SIG (Seção de Investigações Gerais) da Polícia Civil de Nova Andradina e cumpre quatro mandados de prisão temporária e oito ordens de busca e apreensão.
Durante uma das abordagens, um suspeito teria reagido e entrado em confronto com os policiais. Segundo informações divulgadas durante a operação, ele foi baleado e morreu no local.
A ofensiva reúne equipes do 8º BPM (Batalhão da Polícia Militar), Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros), Bope (Batalhão de Operações Especiais), Defron (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Fronteira) e Dracco (Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado), além de uma aeronave da CGPA (Coordenadoria-Geral de Policiamento Aéreo).
Segundo as investigações, a operação tenta esclarecer homicídios registrados recentemente e apurar uma possível tentativa de avanço de uma facção criminosa na região. Em apenas quatro dias, Nova Andradina registrou duas mortes violentas e um suspeito morreu durante uma intervenção policial.
Onda de violência
A sequência de crimes aumentou a preocupação no município e levou ao reforço do policiamento, conforme informou o prefeito Leandro Fedossi (PSDB).
Entre os casos investigados está a morte de Fabrício Flor de Oliveira, de 19 anos, assassinado a tiros enquanto estava sentado na calçada ao lado do avô, no bairro Durval Andrade Filho. Segundo a polícia, dois homens em uma motocicleta chegaram ao local e efetuaram os disparos.
Dias antes, Brendow Kaique Souza da Silva, de 18 anos, também foi morto a tiros dentro da própria residência, no bairro Ulisses Pinheiro. O atirador teria invadido o imóvel, cometido o crime e fugido.
Já Leandro Tavares Nunes, de 34 anos, conhecido como “Moleque Conquista” e “X”, morreu após confronto com policiais militares. Ele possuía registros criminais por tráfico de drogas, furto e crimes relacionados à violência doméstica.
A mobilização policial ocorre em meio ao clima de tensão na cidade, que também enfrentou a circulação de rumores sobre uma suposta ameaça contra uma escola na semana passada, aumentando o receio entre moradores.
