O Ministério da Saúde abriu as inscrições para a 23ª turma do Programa de Treinamento em EpiSUS Avançado (Epidemiologia Aplicada aos Serviços do Sistema Único de Saúde), uma das principais formações do país voltadas à preparação de profissionais para investigar surtos, epidemias e outras emergências em saúde pública.
O edital foi publicado no DOU (Diário Oficial da União) de segunda-feira (13).
Ao todo, serão ofertadas 12 vagas, sendo 10 destinadas a candidatos brasileiros e duas para profissionais estrangeiros de países da CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa) e da Região das Américas.
Desse total, sete vagas são reservadas para ações afirmativas, contemplando candidatos indígenas, quilombolas, negros, pessoas trans e pessoas com deficiência.
As inscrições podem ser feitas até as 23h59 do dia 30 de agosto de 2026, exclusivamente pela plataforma oficial do programa.
Criado pelo Ministério da Saúde, o EpiSUS forma especialistas em epidemiologia de campo, profissionais responsáveis por atuar diretamente na investigação de surtos, epidemias, pandemias, desastres e outros eventos que representem risco à saúde pública.
Segundo o edital, o treinamento prepara os participantes para fortalecer a vigilância em saúde e apoiar ações de resposta em todo o território nacional e até em missões internacionais, quando necessário. O programa existe desde 2000 e integra a rede internacional TEPHINET, que reúne programas de treinamento em epidemiologia de diversos países.
Como funciona o treinamento?
O curso tem duração de dois anos, é realizado presencialmente em Brasília (DF) e exige dedicação exclusiva.
Durante esse período, os selecionados desenvolvem atividades práticas em investigações epidemiológicas, análises de dados, vigilância em saúde e resposta a emergências sanitárias. Cerca de 80% da carga horária é composta por atividades práticas, seguindo a metodologia de “aprender fazendo”.
Os participantes também precisam estar disponíveis para viagens e podem ser convocados para atuar em diferentes regiões do Brasil durante investigações de campo.
Quem pode participar?
O processo seletivo é destinado a profissionais de nível superior de áreas como:
Biologia;
Biomedicina;
Educação Física;
Enfermagem;
Farmácia;
Fisioterapia;
Fonoaudiologia;
Medicina;
Medicina Veterinária;
Nutrição;
Odontologia;
Psicologia;
Saúde Coletiva;
Terapia Ocupacional.
Além da graduação, é necessário cumprir requisitos como possuir pós-graduação em áreas relacionadas à saúde pública ou epidemiologia e comprovar experiência profissional em serviços de saúde, conforme previsto no edital.
Bolsa de R$ 7 mil por mês
Os candidatos aprovados e homologados poderão receber uma bolsa mensal de R$ 7 mil, paga pelo CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), durante os dois anos de formação.
Além da bolsa, o programa prevê benefícios como auxílio para deslocamentos, taxa de bancada e apoio para participação em eventos técnico-científicos, conforme as regras do EpiSUS.
Como será a seleção?
O processo seletivo será dividido em três etapas:
análise curricular;
entrevista por videoconferência;
avaliação presencial de conhecimentos e habilidades em epidemiologia aplicada, realizada em Brasília.
Os candidatos aprovados iniciarão o treinamento em 1º de março de 2027, salvo alteração no cronograma oficial. Para se inscrever clique aqui . (Com agências nacionais)
