A cidade de São Paulo confirmou 29 casos de sarampo em 2026, espalhados pelas regiões norte, sul e leste da cidade. A informação é da Secretaria Municipal da Saúde.
Em todo o estado, segundo balanço da Secretaria da Saúde, são 32 casos ?além dos 29 da capital paulista, um é em Guarulhos, na região metropolitana, e dois em São Bernardo do Campo, no ABC.
Durante todo o ano passado foram registrados dois casos no território paulista.
O primeiro ocorreu em fevereiro, com origem importada da Bolívia, e o segundo, em março, importado da Guatemala.
Os outros 27 surgiram entre junho e agosto, em moradores dos distritos administrativos de Vila Medeiros (8), Vila Maria (3), Vila Guilherme (6), Jaçanã (1), Capão Redondo (1), Jabaquara (2), Água Rasa (4) e Sapopemba (2).
As duas últimas confirmações ?relacionadas a cadeias de transmissão identificadas em agosto? foram feitas nesta sexta-feira (11), pela Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo. Os pacientes são uma bebê de 6 meses, com esquema vacinal incompleto, e um homem de 28 anos, vacinado.
O sarampo é uma doença viral contagiosa, transmitida pelo ar, especialmente em ambientes fechados e com grande circulação de pessoas. Os principais sintomas incluem febre alta, tosse, coriza, conjuntivite e manchas avermelhadas na pele, que geralmente surgem entre 7 e 14 dias após a exposição.
A transmissão acontece de pessoa a pessoa, por via aérea, ao tossir, espirrar, falar ou respirar.
Dos 29 episódios de sarampo, 22 ocorreram em não vacinados (16 deles menores de um ano) e sete em pessoas com registro de pelo menos uma dose do imunizante.
A imunização é a principal forma de prevenção. A vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, está disponível em todas as UBSs (Unidades Básicas de Saúde).
Na quarta (9), a vacinação indiscriminada contra o sarampo de pessoas com idades entre 6 meses e 59 anos foi retomada em São Paulo nos distritos de Vila Maria, Vila Medeiros e Vila Guilherme, todos na zona norte da cidade. Juntos, os três concentram 17 dos 29 casos da doença na capital.
Não é necessário comprovar histórico vacinal anterior. Qualquer pessoa que chegar às unidades das regiões e informar que mora ou trabalha nesses locais será vacinada. Não é exigido comprovante de residência. (Folhapress)
